Donald Trump e Nicolás Maduro em montagem ilustrativa com porta-aviões dos EUA ao fundo no mar do Caribe; imagem gerada por inteligência artificial.

Trump afirma que “dias de Maduro estão contados” e avalia ataques no México e Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira que os “dias” do líder venezuelano Nicolás Maduro “estão contados”.

O líder estadunidense não descartou a possibilidade de ataques militares contra alvos ligados ao narcotráfico no México e na Colômbia. A fala intensifica a pressão dos EUA sobre o regime venezuelano e reacende temores quanto a uma escalada geopolítica na América Latina.

Entrevista que reacendeu o conflito diplomático

Em uma entrevista ao portal Politico, Trump afirmou que, embora não confirmasse um ataque imediato, poderia ampliar a campanha militar. Ele mencionou que a pressão visa “alvos de narcotráfico” que transitam entre Venezuela, Colômbia e México. Suas declarações reforçam a estratégia de dissuasão e aumentam o clima de incerteza nos países da região.

Campanha naval e ofensivas recentes no Caribe

Desde setembro de 2025, os EUA têm intensificado operações militares no Mar do Caribe e no Pacífico com foco em embarcações suspeitas de transportar drogas. O governo norte-americano alega que muitos desses navios têm origem venezuelana. Essas ofensivas já deixaram dezenas de mortos e foram justificadas como parte do combate ao narcotráfico internacional.

Possibilidade de ações além da Venezuela

Trump disse que não pretende se limitar à Venezuela e abriu a porta para ataques a redes de narcotráfico em países como México e Colômbia. A intenção seria atingir produtores e traficantes associados a rotas de contrabando que abastecem o mercado americano. A declaração elevou os alertas diplomáticos em Bogotá e na Cidade do México.

Reação de legisladores nos EUA

Autoridades do Congresso americano demonstraram preocupação com a possibilidade de guerra aberta na América Latina. Em uma recente reunião, assessores de segurança do governo justificaram a ofensiva como parte de uma campanha de combate ao narcotráfico, mas muitos legisladores consideraram insuficiente o plano apresentado. Alguns manifestaram receio quanto ao risco de um conflito prolongado e à ausência de autorização clara para operações em solo estrangeiro.

Repercussão internacional e tensões regionais crescentes

As declarações de Trump repercutiram em diversas capitais da América Latina, gerando reações críticas. Governos da Colômbia e do México classificaram as ameaças como intempestivas e antirrepublicanas. Já em Caracas, o governo de Maduro considerou a fala uma provocação extrema, reforçando o discurso de soberania e denunciando ingerência externa. A situação aumenta o risco de uma crise diplomática com alcance regional.

Possíveis cenários e incertezas sobre o futuro

Com o anúncio de Trump, o futuro das relações entre os EUA e a Venezuela permanece nebuloso. Especialistas alertam que uma intervenção militar poderia desestabilizar toda a América Latina, provocando reações em cadeia. Por enquanto, Washington parece adotar uma combinação de pressão diplomática, ofensivas navais e ameaças explícitas. A comunidade internacional monitora atentamente os próximos passos.

Fontes: IstoÉ, Politico, Reuters — cobertura sobre declarações de Trump e operações militares recentes.

Veja também