Montagem ilustrativa gerada por IA com Donald Trump e Nicolás Maduro em meio perfil, com plataforma de petróleo em alto-mar ao fundo, simbolizando tensão diplomática e setor petrolífero no Caribe.

EUA ampliam sanções contra parentes de Maduro e empresas envolvidas no setor de petróleo venezuelano

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (11) um novo pacote de sanções econômicas que atinge familiares próximos do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

A medida ainda afeta diversas entidades ligadas ao transporte de petróleo do país sul-americano. A medida, divulgada pelo Departamento do Tesouro norte-americano, inclui indivíduos e empresas acusados de facilitar a exportação irregular de petróleo e contribuir para atividades ilícitas associadas ao regime chavista.

O que motivou as sanções

Segundo comunicado oficial divulgado pela **Office of Foreign Assets Control (OFAC)**, a ação faz parte de uma estratégia mais ampla dos EUA de pressionar o governo Maduro por meio de medidas econômicas, reforçando restrições sobre aqueles que supostamente sustentam financeiramente o regime e participam de esquemas de corrupção e narcotráfico. Autoridades americanas afirmam que as sanções também visam desmantelar redes que facilitam a movimentação de petróleo venezuelano no mercado global.

Principais indivíduos alvos

Entre os alvos específicos das sanções estão três sobrinhos de **Cilia Flores**, esposa do presidente Nicolás Maduro: **Franqui Flores, Efrain Campo Flores e Carlos Erik Malpica Flores**. Os dois primeiros já haviam sido condenados nos Estados Unidos por conspiração para tráfico de centenas de quilos de cocaína e libertados em 2022, encaixando-se novamente na lista punitiva por suposto envolvimento contínuo em atividades ilegais. O terceiro, ex-tesoureiro nacional e ex-vice-presidente da estatal petrolífera PDVSA, foi incluído por supostos desvios bilionários de recursos públicos.

Empresas e navios na mira dos EUA

Além de indivíduos, as sanções norte-americanas alcanzam **seis empresas de navegação estrangeiras**, registradas em jurisdições como Ilhas Marshall, Ilhas Virgens Britânicas e Reino Unido, cuja operação está associada à logística de exportação de petróleo venezuelano. Também foram designados **seis navios-tanque** que, segundo o Tesouro dos EUA, participaram de práticas como desligar transponders e alterar sinais de localização para ocultar carregamentos, o que, de acordo com Washington, favorece a movimentação de petróleo fora dos canais regulados.

Implicações legais das sanções

Com a inclusão na lista de sanções, qualquer propriedade ou interesse econômico pertencente às pessoas ou entidades designadas que esteja sob jurisdição dos Estados Unidos fica imediatamente congelado, e cidadãos americanos estão proibidos de estabelecer relações comerciais ou financeiras com elas. Instituições financeiras internacionais que facilitarem transações com os alvos também poderão ser penalizadas, intensificando o impacto das medidas sobre operações transfronteiriças.

Contexto geopolítico e reação internacional

A ação dos EUA ocorre em um momento de tensões crescentes com o governo venezuelano, que já enfrenta décadas de sanções econômicas dos Estados Unidos devido a questões relacionadas a direitos humanos, corrupção e narcotráfico. A intensificação das medidas ocorre pouco depois da apreensão de um petroleiro considerado parte de uma “frota sombra” envolvida no transporte de petróleo à margem das restrições americanas — episódio que elevou ainda mais as tensões diplomáticas entre Washington e Caracas. Analistas apontam que a combinação de sanções financeiras e possíveis operações marítimas visa aumentar a pressão sobre o regime de Maduro, embora especialistas também alertem para riscos de escalada na região.

Fonte (Referências das Informações): Revista Oeste, com complementos de agências internacionais e comunicados oficiais do Departamento do Tesouro dos EUA.

Veja também