Montagem ilustrativa que reúne imagem da planta de cannabis e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em contextos distintos, relacionada a notícia sobre decreto que trata da reclassificação da substância para fins regulatórios.

Trump assina decreto para recomendar reclassificação da maconha — mudança pode reduzir punições e ampliar pesquisa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira um decreto executivo que recomenda a reclassificação da maconha como droga menos perigosa.

Essa é uma das alterações federais mais relevantes em décadas. A medida visa reduzir restrições criminais e ampliar fundos para pesquisa, embora o uso recreativo continue ilegal em nível federal. A decisão desencadeou debates intensos entre políticos, especialistas em saúde e defensores da reforma.

O que diz o decreto e seus objetivos

Trump assinou o decreto que instrui o Departamento de Justiça e a Agência de Controle de Substâncias a considerar mover a maconha da categoria mais restrita, conhecida como Schedule I, para a categoria Schedule III, onde drogas de menor risco e uso medicinal reconhecido são listadas. Essa mudança não legaliza o uso recreativo em todo o país, mas pode tornar mais fácil a pesquisa científica e reduzir penas federais por posse ou distribuição. A iniciativa também busca aliviar a carga fiscal sobre empresas de cannabis e facilitar investimentos no setor.

Reações políticas e controvérsias

A assinatura do decreto provocou reações mistas no cenário político dos EUA, inclusive entre aliados de Trump. Alguns republicanos tradicionais manifestaram preocupação com possíveis efeitos na saúde pública e na juventude, alegando que a medida pode enfraquecer a guerra contra as drogas. Já defensores da reforma elogiaram o gesto como um avanço pragmático que acompanha uma tendência crescente de descriminalização. A ação de Trump se distancia de sua imagem anterior de linha dura contra substâncias psicoativas.

Impactos na pesquisa científica e na indústria

A reclassificação proposta pode liberar bilhões em financiamento e reduzir barreiras regulatórias para pesquisas clínicas que investigam potenciais benefícios terapêuticos da cannabis e seus compostos, como THC e CBD. Especialistas afirmam que essa mudança poderia finalmente permitir ensaios mais amplos sobre dor crônica, epilepsia e outras condições médicas. A própria indústria da cannabis reagiu com alta nos mercados, sinalizando confiança em um ambiente regulatório mais favorável.

Limitações e o que ainda pode mudar

Apesar da reformulação de sua classificação, a maconha continuará ilegal sob a lei federal até que a reclassificação seja formalizada pela DEA e outras agências. A aprovação final ainda depende de avaliações regulatórias e pode enfrentar desafios jurídicos e políticos, incluindo resistência de agências de saúde e de grupos conservadores. Especialistas alertam que nem todos os efeitos desejados pelos defensores — como descriminalização total ou acesso irrestrito — estão garantidos com o decreto, mantendo o debate acirrado.

Fonte: G1 com complementos de agências internacionais

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