Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial mostra área de fronteira do município de Pacaraima, em Roraima, na divisa entre Brasil e Venezuela.

Como é a cidade brasileira que recebe milhares de venezuelanos em meio à crise no país vizinho e o que começa a mudar após a captura de Maduro

Pacaraima, município de Roraima na fronteira com a Venezuela, mudou profundamente nos últimos anos por causa da intensa migração venezuelana.

Com pouco mais de 19 mil habitantes, a cidade tornou-se ponto de entrada para milhares que buscam refúgio no Brasil. A crise política, econômica e social venezuelana impulsionou um fluxo migratório contínuo desde meados da década passada. Com isso, a presença de estrangeiros hoje faz parte da rotina local, alterando o cotidiano da população e economia.

Transformação histórica de Pacaraima

Antes da intensificação da crise na Venezuela, a relação entre Pacaraima e a cidade de Santa Elena de Uairén era de intercâmbio local. Com a crise profunda no país vizinho, milhares passaram a cruzar a fronteira em busca de segurança e oportunidades. Desde 2015, foram registrados mais de um milhão de venezuelanos entrando no Brasil por essa rota. A presença constante de migrantes mudou a demografia e a dinâmica urbana de Pacaraima.

Desafios humanitários e respostas

O fluxo migratório intenso trouxe desafios significativos para infraestrutura e serviços públicos. Pacaraima teve que adaptar seus sistemas de saúde, moradia e assistência social à nova realidade. Em resposta, o governo brasileiro lançou a Operação Acolhida em 2018 para organizar acolhimento, documentação e interiorização. A operação envolve suporte humanitário, vacinação, regularização e transferências para outras regiões brasileiras.

O dia a dia com a migração

Hoje, o espanhol é ouvido nas ruas de Pacaraima, refletindo a presença marcante de venezuelanos. Muitos encontraram trabalho em supermercados, restaurantes, oficinas e comércio informal local. Os venezuelanos também passaram a ser parte da economia local, contribuindo para circulação financeira. A realidade de vida mudou, e a cidade convive com uma população mais diversa culturalmente.

Histórias de quem chegou recentemente

Elizabeth, venezuelana de 39 anos, chegou recentemente em Pacaraima deixando familiares para trás. Ela descreve um misto de ansiedade e esperança, buscando recomeçar a vida no Brasil. Apesar da incerteza sobre o futuro da Venezuela após a recente crise política, muitos mantêm expectativas de estabilidade. A insegurança sobre a situação no país natal influencia a decisão de permanecer no Brasil.

Impactos sociais e culturais

A presença constante de migrantes alterou aspectos sociais e culturais na cidade. Pacaraima experimentou um crescimento populacional proporcional significativo devido ao fluxo migratório. A economia local se ajustou para absorver mão de obra e serviços voltados tanto para brasileiros quanto para estrangeiros. Esse convívio contínuo criou uma nova identidade comunitária em uma cidade fronteiriça.

Adaptação e convivência cotidiana

Pacaraima demonstra grande capacidade de adaptação ao acolhimento de estrangeiros em sua rotina. A cidade orgânica e socialmente incorporou a presença venezuelana em seu dia a dia. Espaços públicos, comércio e práticas sociais refletem uma coexistência entre residentes e migrantes. Essa adaptação mostra resiliência diante de um contexto geopolítico complexo.

Desafios futuros e perspectivas

Apesar dos avanços na adaptação, desafios persistem em políticas públicas locais. O futuro de Pacaraima continua ligado às dinâmicas migratórias e à estabilidade regional. Especialistas apontam que a cooperação humanitária e política será crucial para sustentabilidade social e econômica. Além disso, soluções estruturais dependem de ações governamentais e parcerias internacionais.

Fonte (Referência das Informações): G1 – Portal de Notícias do Brasil – https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/01/05/como-e-a-cidade-brasileira-que-recebe-milhares-de-venezuelanos-em-meio-a-crise-no-pais-vizinho.ghtml

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