Premier James Frederick Nielsen em destaque diante de uma vista nevada da Groenlândia ao entardecer.

Premier afirma que Groenlândia deve se preparar para possível invasão dos Estados Unidos

O premier da Groenlândia, James Frederick Nielsen, afirmou que a ilha deve estar preparada para um eventual cenário de invasão militar por parte dos Estados Unidos.

A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas após novas sinalizações do presidente Donald Trump sobre interesses estratégicos na região. Autoridades locais confirmaram que planos de contingência já estão sendo discutidos internamente.

Declaração ocorre após nova escalada de tensão internacional

James Frederick Nielsen declarou que, embora não exista confirmação de uma ação militar iminente, o governo considera prudente se preparar para todos os cenários. Segundo ele, a Groenlândia ocupa uma posição estratégica no Ártico, o que desperta interesse crescente de grandes potências. O alerta surge após discursos recentes que reacenderam debates sobre soberania e segurança regional.

Autoridades discutem medidas de defesa e contingência

De acordo com o premier, autoridades locais e parceiros internacionais já iniciaram discussões sobre protocolos de segurança e possíveis respostas institucionais. O objetivo é garantir estabilidade interna e proteção da população diante de qualquer escalada externa. As conversas envolvem desde logística até cooperação com aliados históricos da Dinamarca.

Groenlândia reforça posição de autonomia política

Nielsen ressaltou que a Groenlândia mantém autonomia política e rejeita qualquer tentativa de interferência externa em suas decisões. Ele afirmou que a ilha busca preservar sua autodeterminação, mesmo reconhecendo a dependência histórica de acordos de defesa firmados pela Dinamarca. A declaração reforça o discurso de soberania em um momento de instabilidade geopolítica.

Cenário geopolítico pode se agravar nas próximas semanas

Especialistas avaliam que o aumento da retórica internacional pode elevar o risco de tensões diplomáticas no curto prazo. Embora uma invasão seja considerada improvável, o acirramento do discurso pode gerar movimentos militares estratégicos na região do Ártico. O cenário envolve interesses econômicos, militares e energéticos, o que tende a manter a Groenlândia no centro das atenções globais.

Fonte: G1, com informações de agências internacionais, 20 de janeiro de 2026.

Veja também