Montagem ilustrativa: cão “Orelha” ao lado de casinha de madeira e, na outra metade, avião em aproximação para pouso em pista iluminada ao entardecer.

Adolescentes suspeitos de matar cão Orelha retornam ao Brasil após viagem aos EUA

Quatro adolescentes investigados pela morte do cão comunitário chamado Orelha voltaram ao Brasil após viagem aos Estados Unidos, segundo autoridades responsáveis pela investigação.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou que a viagem havia sido programada antes do crime, e os jovens devem chegar na próxima semana. Além disso, três adultos, entre pais e um tio dos menores, foram indiciados por suposta tentativa de coagir uma testemunha.

Quem era o cão Orelha

Orelha era um cão comunitário querido pelos moradores da Praia Brava, no norte de Florianópolis, onde vivia há cerca de dez anos com outros animais de estimação da região. Ele foi reconhecido pela comunidade por seu comportamento dócil e pela convivência próxima com moradores e visitantes. O animal acabou se tornando símbolo local de cuidado comunitário por pets.

Descoberta das agressões e morte

Em janeiro de 2026, moradores encontraram Orelha em estado de agonia após denúncias de maus-tratos. O cão sofreu ferimentos graves, inclusive traumatismo craniano causado por um objeto contundente, e foi levado a uma clínica veterinária, onde os profissionais realizaram eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. O caso causou comoção pública e repercussão nas redes sociais e na imprensa.

A investigação policial

A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou inquérito para apurar o crime de maus-tratos a animais, analisando imagens de câmeras de segurança e ouvindo testemunhas. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de participação nas agressões, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos investigados com o objetivo de coletar provas e esclarecer os fatos.

Viagem aos Estados Unidos

Dois dos quatro adolescentes suspeitos pelo crime estavam em viagem aos Estados Unidos no período seguinte às agressões, em uma viagem que, conforme a polícia, já estava pré-agendada antes dos fatos. As autoridades aguardam o retorno dos jovens ao Brasil na próxima semana para prosseguir com os procedimentos legais.

Indiciamento de adultos por coação

Além dos adolescentes, três adultos — pais e um tio dos menores investigados — foram indiciados pela Polícia Civil por suposta coação de testemunhas no curso da investigação. A ação de coagir testemunhas, segundo os investigadores, teria ocorrido em relação a um porteiro de condomínio que poderia colaborar com imagens úteis ao caso.

Repercussão e próximos passos

O caso gerou forte repercussão na comunidade local e em todo o país, com pedidos de punição rigorosa e debates sobre maus-tratos a animais. Autoridades afirmaram que novas oitivas e perícias estão previstas conforme o avanço da investigação. O Ministério Público e a Justiça analisam medidas que poderão ser aplicadas aos envolvidos, respeitando o sigilo legal de adolescentes investigados.

Fonte (Referência das Informações): G1 – https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/01/29/adolescentes-morte-cao-orelha-brasil-viagem-eua.ghtml

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