A Rússia lançou uma ofensiva massiva com mísseis e drones contra grandes cidades da Ucrânia nesta terça-feira, intensificando a guerra em meio ao inverno rigoroso.
As ações focaram especialmente em instalações energéticas, deixando milhares sem aquecimento. Autoridades ucranianas afirmam que a pausa nos ataques, solicitada pelo presidente Donald Trump, terminou no domingo.
Retomada dos ataques após trégua temporária
O Kremlin havia concordado em suspender ataques a cidades e infraestrutura energética até domingo, atendendo a um pedido pessoal de Donald Trump, segundo o governo russo. No entanto, na madrugada de terça, forças russas retomaram bombardeios sobre Kiev, Kharkiv, Dnipro, Sumy e Odessa. Essa ofensiva é considerada a maior do ano, com dezenas de mísseis e centenas de drones empregados.
Danos à infraestrutura energética e apagões
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a ofensiva teve como alvo principal instalações de energia em pelo menos seis regiões. Cerca de 70 mísseis e 450 drones foram usados na ação, que deixou milhares de prédios residenciais sem aquecimento. Em Kiev, aproximadamente 1.200 edifícios perderam calefação em temperaturas que chegaram a -20 °C.
Impactos humanos e resposta civil
Além dos danos à infraestrutura, pelo menos três pessoas ficaram feridas nos ataques em Kiev, informou o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia. Um vídeo oficial mostrou chamas em prédios enquanto equipes de resposta trabalhavam durante a noite. Muitos civis buscaram abrigo no metrô para se proteger do frio extremo.
Reações políticas e diplomáticas
Zelensky criticou fortemente o ataque, afirmando que a Rússia escolheu “ter a intenção de aterrorizar” civis ao invés de focar na diplomacia. A ofensiva ocorreu às vésperas de uma nova rodada de negociações de paz com participação de representantes russos, ucranianos e americanos em Abu Dhabi.
Condição energética da Ucrânia
A maior empresa de energia do país, DTEK, informou que várias usinas termelétricas foram danificadas no ataque e que o sistema energético enfrenta sua pior condição em anos. Algumas unidades estão fora de operação e outras trabalham com capacidade reduzida, elevando o risco de apagões prolongados.
Contexto do conflito e cenário futuro
Os ataques fazem parte de uma campanha contínua da Rússia para minar a infraestrutura ucraniana e pressionar o país em meio a um dos invernos mais rigorosos em anos. A retomada dos ataques, mesmo após a breve trégua, reforça a complexidade das negociações de paz e a resistência ucraniana em meio ao conflito.
Fontes (Referências das Informações): CNN Brasil, Reuters, AP News, Financial Times.

