O presidente da Argentina, Javier Milei, garantiu uma cota de 80 mil toneladas de carne bovina para vender aos Estados Unidos com tarifa zero, dentro de um acordo de livre comércio.
O Brasil, por sua vez, exporta 50 mil toneladas atualmente sem tarifa dentro de outra cota. A medida representa um avanço nas relações comerciais entre Argentina e EUA e traz repercussões no agronegócio sul-americano.
Acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos
O acordo de livre comércio recém-anunciado entre Argentina e Estados Unidos prevê a abertura de mercados e redução de tarifas sobre diversos produtos, incluindo cortes de carne bovina. Segundo comunicado oficial divulgado pela Casa Branca, a cota de carne argentina com tarifa zero foi fixada em 80 mil toneladas, volume superior ao acesso concedido ao Brasil em cotas semelhantes. A medida faz parte de um esforço bilateral de ampliar o comércio e alinhar regulamentos entre os países.
Comparação com o acesso brasileiro ao mercado
No caso do Brasil, frigoríficos nacionais conseguem vender cerca de 50 mil toneladas de carne para os Estados Unidos sem pagar tarifa, dentro de cotas já estabelecidas. Entretanto, volumes adicionais fora dessas faixas ficam sujeitos a tarifas de importação consideráveis. Por isso, analistas destacam que a cota maior para a Argentina representa vantagem relativa, ainda que o Brasil continue sendo um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina.
Repercussões para o Mercosul e agronegócio
Especialistas em comércio internacional avaliam que a ampliação da cota tarifária para produtos argentinos pode gerar desafios ao Mercosul, bloco econômico ao qual Argentina e Brasil pertencem, e aos produtores brasileiros. Segundo advogados e representantes do setor de exportação, a vantagem regulatória americana pode provocar desvios de comércio no mercado de carne bovina e afetar negociações futuras de produtos do bloco com outros parceiros comerciais.
Expectativas e análises do setor
Representantes da cadeia produtiva afirmam que o Brasil ainda deverá manter maior volume total de carne exportada para os Estados Unidos em razão de sua capacidade produtiva superior. Entretanto, os lucros poderão ser menores se comparados aos benefícios tarifários concedidos aos argentinos. Autoridades brasileiras, por sua vez, afirmaram que acompanham de perto os desdobramentos do acordo e estudam impactos e possíveis contrapartidas para o setor nacional.
Fontes (Referências das Informações): SBT News; Reuters; CNN Brasil.

