Montagem fotográfica ilustrativa mostra o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, diante do Capitólio, e o ministro do STF Alexandre de Moraes no plenário da Corte. Imagem gerada por inteligência artificial para contextualizar reportagem.

EUA avaliam possibilidade de recolocar Alexandre de Moraes sob sanções da Lei Magnitsky

O governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de voltar a aplicar sanções da chamada Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A discussão ocorre dentro da administração norte-americana e envolve análises recentes sobre decisões do magistrado e sua atuação em temas ligados à regulação das redes sociais e ao combate à desinformação.

Ministro já foi alvo de sanções em 2025

Alexandre de Moraes chegou a ser incluído na lista de sancionados pelos Estados Unidos em julho de 2025. Na ocasião, a aplicação da Lei Magnitsky impôs restrições financeiras e comerciais envolvendo empresas e instituições norte-americanas. As medidas poderiam afetar eventuais ativos do ministro em território dos EUA e limitar transações com empresas do país.

Sanções foram suspensas meses depois

Posteriormente, em dezembro do mesmo ano, o governo norte-americano decidiu suspender as punições que haviam sido impostas ao magistrado brasileiro. A decisão também alcançou a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e uma empresa vinculada a ela.

Discussões internas voltaram a ocorrer em Washington

Fontes ouvidas pela imprensa indicam que integrantes da administração norte-americana voltaram a debater a possibilidade de restabelecer as sanções. O tema teria sido discutido por autoridades ligadas à política externa dos Estados Unidos nas últimas semanas.

Assessor do Departamento de Estado acompanha o tema

Entre os nomes envolvidos nas discussões está Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele acompanha questões relacionadas ao Brasil dentro do governo norte-americano e tem feito críticas públicas à atuação do ministro do STF em decisões relacionadas a redes sociais e liberdade de expressão.

Relação com empresas de tecnologia gera tensão

Segundo relatos, um dos principais pontos de atrito envolve decisões judiciais tomadas por Moraes que atingiram plataformas digitais e empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos. Episódios envolvendo redes sociais e ordens judiciais de bloqueio ou suspensão de serviços contribuíram para ampliar a tensão entre o magistrado e setores do governo norte-americano.

Debate envolve regulação das redes sociais

A discussão também ocorre em meio ao debate internacional sobre a responsabilidade das plataformas digitais e a regulação das redes sociais. Moraes defende que empresas do setor sejam responsabilizadas por conteúdos impulsionados por algoritmos e por eventuais abusos nas plataformas, tese que tem sido alvo de críticas em setores políticos dos Estados Unidos.

Fonte (Referência das Informações): https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/eua-magnitsky-moraes

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