O fenômeno climático El Niño, considerado o mais forte em cerca de dez anos, volta a gerar preocupação no setor agrícola global.
A expectativa é de aumento de temperaturas e períodos prolongados de seca em regiões estratégicas. Esse cenário pode comprometer colheitas e impactar diretamente o abastecimento e os preços dos alimentos no mundo.
Fenômeno climático ganha força e preocupa mercado global
De acordo com análises recentes, o atual ciclo do El Niño apresenta intensidade superior à média registrada na última década. Esse tipo de evento costuma provocar alterações significativas no regime de chuvas e na temperatura. Como resultado, áreas produtoras importantes podem sofrer perdas relevantes na produtividade agrícola.
Secas e calor extremo ameaçam grandes regiões produtoras
Entre os principais impactos esperados estão períodos de seca mais severa em países-chave para o agronegócio. Regiões da Ásia, Oceania e partes das Américas já monitoram os efeitos do fenômeno. Além disso, temperaturas mais elevadas tendem a afetar culturas sensíveis, reduzindo o rendimento de grãos e outras commodities agrícolas.
Brasil pode enfrentar efeitos regionais distintos na produção
No Brasil, os impactos do El Niño costumam variar conforme a região. Enquanto o Sul pode registrar chuvas acima da média, áreas do Centro-Oeste e Nordeste tendem a enfrentar períodos mais secos. Esse desequilíbrio climático pode afetar culturas como soja, milho e café, com reflexos diretos na produção nacional.
Queda na oferta pode elevar preços de alimentos no mundo
Com a possibilidade de redução na oferta global de alimentos, o mercado já observa pressão sobre preços de commodities agrícolas. Historicamente, eventos intensos de El Niño estão associados à alta nos custos de produção e à volatilidade nos mercados. Portanto, consumidores e economias dependentes de importação podem sentir os efeitos nos próximos meses.
Especialistas alertam para risco prolongado até 2026
Projeções indicam que os impactos do fenômeno podem se estender ao longo de 2025 e, em alguns cenários, avançar até 2026. Especialistas destacam que a combinação de calor, seca e instabilidade climática exige planejamento estratégico do setor agrícola. Dessa forma, governos e produtores já avaliam medidas para mitigar perdas e preservar o abastecimento.
Fonte: CNN Brasil – Agro – https://www.cnnbrasil.com.br/agro/previsao-de-el-nino/

