A escalada do conflito envolvendo o Irã provocou uma forte alta nos preços internacionais da gasolina, que já acumulam avanço superior a 60% em 2026.
O movimento amplia a defasagem entre os valores externos e os praticados no Brasil. Com isso, cresce a expectativa por reajustes internos e impactos diretos na inflação.
Conflito no Oriente Médio impulsiona disparada dos combustíveis
Desde o início da intensificação das tensões no Oriente Médio, o mercado de energia tem reagido com forte volatilidade. A gasolina negociada no mercado internacional registrou alta superior a 60% ao longo de 2026, refletindo riscos à oferta global. Além disso, a possibilidade de interrupções em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, reforça a pressão sobre os preços.
Defasagem entre preços internacionais e Brasil se amplia
No Brasil, os valores praticados nas refinarias não acompanharam integralmente a escalada internacional. Essa diferença, conhecida como defasagem, aumentou significativamente nas últimas semanas. Segundo analistas do setor, esse cenário pode comprometer a competitividade e elevar o risco de desabastecimento, caso o ajuste não ocorra.
Pressão sobre Petrobras e impacto na inflação
Com a disparidade crescente, a Petrobras passa a enfrentar pressão para promover reajustes nos combustíveis. A estatal historicamente busca equilibrar preços internos com o mercado global, mas decisões também consideram o impacto econômico. Um eventual aumento da gasolina tende a afetar diretamente o custo de transporte e, consequentemente, a inflação no país.
Mercado acompanha próximos movimentos e possíveis reajustes
Especialistas indicam que o comportamento dos preços dependerá da evolução do cenário geopolítico. Caso as tensões se agravem, novas altas podem ser registradas. Por outro lado, uma eventual estabilização pode aliviar parte da pressão. Enquanto isso, investidores e consumidores acompanham de perto os desdobramentos e possíveis decisões sobre reajustes no Brasil.
Fonte: Revista Oeste – https://revistaoeste.com/economia/gasolina-sobe-mais-de-60-com-guerra-no-ira/

