A China assumiu o compromisso de comprar pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Segundo a Casa Branca, as importações estão previstas para os anos de 2026, 2027 e 2028. O anúncio ocorre após reuniões entre Donald Trump e Xi Jinping, em meio à tentativa de recompor parte do comércio bilateral.
Acordo foi firmado após encontro entre Trump e Xi
O compromisso foi informado pela Casa Branca em uma ficha divulgada no domingo. De acordo com o governo norte-americano, a decisão foi tomada durante reuniões realizadas na semana passada entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.
Valor não inclui compras anteriores de soja
O montante de US$ 17 bilhões anunciado agora não considera os compromissos de compra de soja já assumidos pela China em outubro de 2025. Com isso, a nova sinalização amplia a expectativa sobre a retomada de exportações agrícolas norte-americanas ao mercado chinês.
Exportações agrícolas dos EUA tiveram forte queda
As vendas agrícolas dos Estados Unidos para a China registraram forte retração após as rodadas de tarifas de retaliação aplicadas no ano passado. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA, o comércio caiu 65,7% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 8,4 bilhões em 2025. A China também reduziu sua dependência dos produtos agrícolas norte-americanos desde o primeiro mandato de Trump. Em 2024, o país comprava cerca de 20% de sua soja dos Estados Unidos, contra 41% registrados em 2016.
Países devem criar conselhos de comércio e investimento
A Casa Branca afirmou ainda que China e Estados Unidos vão estabelecer um Conselho de Comércio EUA-China e um Conselho de Investimento EUA-China. A medida confirma declarações anteriores do governo chinês e busca organizar novas frentes de diálogo entre as duas maiores economias do mundo. Os conselhos deverão tratar de preocupações sobre acesso ao mercado de produtos agrícolas e ampliar o comércio em um modelo de redução tarifária recíproca. A explicação foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em comunicado divulgado na semana passada.
Fonte: CNN Brasil, com informações da Reuters.

