Donald Trump afirmou que acredita na possibilidade de um acordo diplomático com Cuba, mesmo após elevar a pressão econômica contra a ilha.
O presidente dos Estados Unidos disse que Havana precisa de ajuda e indicou que Washington poderia atuar independentemente de uma mudança de regime. A fala ocorre em meio à crise energética cubana, sanções mais duras e novas tensões políticas entre os dois países.
Trump admite possibilidade de negociação com Havana
O presidente norte-americano declarou nesta terça-feira (19/5), na Casa Branca, que vê espaço para um entendimento diplomático com Cuba. Questionado por jornalistas sobre a chance de acordo, Trump respondeu que acredita nessa possibilidade. Além disso, afirmou que o governo cubano estaria buscando contato com os Estados Unidos e que a ilha atravessa uma situação de forte necessidade.
Casa Branca mantém críticas ao regime cubano
Apesar do tom mais aberto à negociação, o governo dos Estados Unidos segue classificando o atual modelo comunista cubano como corrupto e incompetente. A administração Trump também mantém a defesa de uma mudança de regime em Cuba. Portanto, a sinalização de diálogo ocorre em paralelo a uma política de pressão, sanções e endurecimento contra Havana.
Bloqueio de petróleo agravou crise energética
Nos últimos meses, Trump aumentou a pressão econômica ao impor restrições ao fornecimento de petróleo para Cuba. A medida aprofundou a crise energética e obrigou o país a enfrentar forte racionamento de combustível. Segundo a reportagem, a Rússia foi o último país a enviar uma carga significativa de petróleo à ilha, com cerca de 700 mil barris entregues no fim de março pelo navio-tanque Anatoly Kolodkin.
Apagões aumentam tensão interna na ilha
A escassez de combustível ampliou os apagões em diferentes regiões cubanas. Em algumas áreas, moradores passaram a ter apenas uma ou duas horas diárias de energia elétrica. O cenário reforça a deterioração das condições internas em Cuba, país que já enfrenta restrições econômicas severas e dificuldades de abastecimento.
Caso Raúl Castro eleva desgaste entre os países
A tensão também cresceu diante da possibilidade de o governo Trump denunciar formalmente Raúl Castro, de 94 anos, pelo episódio de 1996 envolvendo o abate de aviões do grupo humanitário Brothers to the Rescue por Cuba. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reagiu afirmando que o país tem direito à legítima defesa contra agressões externas, conforme a Carta da ONU. Em Havana, moradores também demonstraram preocupação com a escalada e defenderam uma solução por diálogo e negociação.
Fonte: Metrópoles – https://www.metropoles.com/mundo/apos-ameacas-trump-nao-descarta-acordo-diplomatico-com-cuba

