Montagem editorial gerada por IA mostra criança colando figurinhas em álbum e estádio de futebol ao fundo em alusão à Copa de 2026.

Completar álbum da Copa de 2026 ficou duas vezes mais caro

O álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 chegou mais caro ao bolso dos colecionadores.

Além do aumento no preço dos pacotes, a competição terá mais seleções, mais espaços para preencher e um custo final bem maior.

Preço das figurinhas subiu acima da inflação

Em 2018, o pacote com cinco figurinhas custava R$ 2. Na prática, cada cromo saía por R$ 0,40. Quatro anos depois, em 2022, o mesmo pacote passou para R$ 4. Com isso, cada figurinha chegou a R$ 0,80. O reajuste ficou acima da inflação medida pelo IPCA. Se acompanhasse apenas esse índice, o pacote deveria custar cerca de R$ 2,59 naquele período. Agora, em 2026, a lógica mudou novamente. Os envelopes passaram a trazer sete figurinhas e custam R$ 7. Portanto, cada cromo sai por R$ 1. Entre 2018 e 2026, a inflação acumulada foi de aproximadamente 50%. Mesmo assim, o preço das figurinhas avançou em ritmo muito superior.

Copa maior deixou o álbum mais extenso

O aumento do custo não veio apenas do preço unitário das figurinhas. A Copa do Mundo de 2026 terá mais seleções participantes. O torneio saltou de 32 para 48 países. Como consequência, o álbum também ficou maior e exige mais cromos para ser completado. Na edição anterior, o álbum tinha 670 espaços. Em 2026, o número subiu para 980 figurinhas. Ou seja, o colecionador precisa lidar com 310 espaços adicionais. Além disso, cada figurinha também ficou mais cara. Essa combinação explica por que o álbum virou um exemplo prático de economia, inflação e probabilidade para os fãs de futebol.

Gasto mínimo passa de R$ 1 mil

O álbum brochura mais simples está sendo vendido por R$ 24,90. Em 2022, a versão básica custava R$ 12. Para preencher os 980 espaços, seria necessário comprar, no mínimo, 140 envelopes. Esse cálculo considera sete figurinhas por pacote. Assim, o gasto mínimo chegaria a R$ 1.004,90, somando os pacotes e o álbum básico. Porém, esse cenário depende de uma condição quase impossível. Todas as figurinhas compradas teriam que ser diferentes. A chance de comprar 140 pacotes sem nenhuma repetida é extremamente baixa. A probabilidade envolve um número com centenas de zeros.

Sem trocas, gasto pode chegar a R$ 18 mil

Na prática, completar o álbum depende das figurinhas repetidas. Quanto mais cromos duplicados aparecem, maior fica o custo final. Se o colecionador conseguir trocar todas as repetidas, o valor pode ficar próximo do gasto mínimo. Ainda assim, essa hipótese é pouco realista. Em 2022, quem trocasse todas as repetidas poderia completar o álbum gastando cerca de R$ 548. Em 2026, esse valor praticamente dobrou, impulsionado pelo aumento do álbum e pelo preço maior dos envelopes. Sem trocar nenhuma figurinha, o gasto pode ficar perto de R$ 7 mil. Em um cenário mais favorável, o custo cairia para cerca de R$ 4,3 mil. No pior dos cenários simulados, o colecionador poderia desembolsar até R$ 18 mil para completar a coleção.

Trocar figurinhas continua sendo a melhor estratégia

A saída mais econômica segue sendo a troca de cromos. Essa prática reduz o impacto das repetidas e diminui o gasto médio. Segundo cálculos citados na reportagem, trocar figurinhas com apenas uma pessoa já faz grande diferença. Nesse caso, o custo médio poderia cair de R$ 7.362,90 para R$ 4.638,90. Em grupos maiores, a economia cresce ainda mais. Com dez pessoas trocando figurinhas, o gasto médio pode cair para R$ 2.459,90. Portanto, encontros entre colecionadores, grupos de amigos e pontos de troca continuam sendo essenciais. Mesmo assim, completar o álbum da Copa de 2026 ficará bem mais salgado.

Fonte: Superinteressante – https://super.abril.com.br/sociedade/completar-album-da-copa-ficou-duas-vezes-mais-caro-em-2026/

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