A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, afirmou que ele não conhece Deolane Bezerra e nega ligação com investigados da Operação Vérnix.
Segundo o advogado Bruno Ferullo, o líder do PCC declarou estar “surpreso e indignado” com a investigação. A apuração mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma transportadora, familiares de Marcola e possíveis repasses à influenciadora.
Advogado visitou Marcola em presídio federal
A declaração foi divulgada após Bruno Ferullo visitar Marcola na Penitenciária Federal de Brasília. Segundo a defesa, ele foi informado na tarde de segunda-feira (25) sobre a investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A Operação Vérnix apura suspeitas de movimentação financeira ligada ao PCC, com uso de uma transportadora como possível peça do esquema. De acordo com o advogado, Marcola reagiu com surpresa ao ser comunicado sobre o caso. A defesa afirma que ele nega conhecer Deolane Bezerra e também rejeita qualquer relação com Everton, outro investigado citado no inquérito. Além disso, Ferullo sustenta que o único vínculo de Marcola com pessoas mencionadas seria familiar.
Defesa cita sobrinhos e irmão de Marcola
Em nota, Bruno Ferullo afirmou que Marcola declarou desconhecer Deolane e Everton. O advogado disse que o vínculo do preso com o caso se restringiria ao parentesco com os sobrinhos Leonardo e Paloma e com o irmão Alejandro. A fala busca afastar, segundo a defesa, qualquer participação direta de Marcola nos fatos investigados. A defesa também negou que ele tenha envolvimento com a transportadora apontada pela polícia como elemento importante da apuração. Segundo Ferullo, Marcola afirmou não ser dono da empresa, nem de forma direta, nem por meio de terceiros. O advogado também disse que seu cliente rejeita o apelido “Narigudo”, mencionado no inquérito.
Operação Vérnix apura suposto esquema financeiro
A Operação Vérnix investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao PCC por meio de uma transportadora em São Paulo. Conforme a investigação citada pela reportagem, a empresa teria sido usada para movimentar recursos do crime organizado. A apuração também menciona possíveis repasses mensais à influenciadora Deolane Bezerra. Conversas extraídas de celulares e extratos bancários integram o material reunido pelas autoridades. No entanto, a investigação ainda está em andamento. Até o momento, segundo a matéria, não foram divulgados detalhes sobre eventuais denúncias formais ou novos pedidos judiciais relacionados ao caso.
Defesa afirma que ele está incomunicável desde 2019
Outro ponto destacado pela defesa é a situação de isolamento de Marcola no sistema penitenciário federal. Segundo Bruno Ferullo, o preso está incomunicável desde 2019, quando passou a cumprir pena em unidades federais de segurança máxima. O advogado também afirmou que ele não teria acesso a notícias e viveria sob rígido controle de rotina. Ferullo declarou ainda que Marcola tem horários limitados até para banho de sol. Com esse argumento, a defesa tenta reforçar que ele não teria condições práticas de participar do suposto esquema investigado. A Operação Vérnix, porém, segue apurando possíveis conexões financeiras entre integrantes do PCC, familiares do preso e pessoas ligadas ao meio artístico e digital.
Fonte: Bacci Notícias – https://baccinoticias.com.br/apos-operacao-defesa-de-marcola-afirma-que-ele-nao-conhece-deolane/

