O álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 chega maior e mais caro para os colecionadores.
Com 980 cromos, a coleção exige planejamento para evitar que a brincadeira vire uma conta pesada. Segundo análise do Money Times, quem tentar completar o álbum apenas comprando pacotes, sem trocar repetidas, pode gastar mais de R$ 7 mil.
Álbum da Copa 2026 terá 980 figurinhas
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções, e essa expansão também aparece no álbum oficial da Panini. A nova edição terá 980 figurinhas, número bem superior ao álbum da Copa do Catar, em 2022, que contava com 670 cromos. O aumento no tamanho da coleção faz com que o custo para completar o álbum também suba, especialmente para quem depende apenas da compra de envelopes.
Conta mínima considera um cenário sem repetidas
Na conta mais simples, cada envelope custa R$ 7 e vem com sete figurinhas, o que representa R$ 1 por cromo. Como o álbum reúne 980 espaços, o gasto mínimo seria de R$ 980 apenas em figurinhas, sem contar o valor do álbum físico, que começa em R$ 24,90 na versão brochura. No entanto, esse cálculo considera um cenário ideal, em que nenhuma figurinha sairia repetida, algo que não acontece na prática.
Matemática mostra por que os últimos cromos pesam no bolso
A análise usa o chamado “problema do colecionador de cupons”, conceito de probabilidade aplicado a coleções aleatórias. Para um álbum com 980 figurinhas, uma pessoa que tente completar tudo sozinha, comprando apenas pacotes e sem realizar trocas, precisaria adquirir cerca de 7.315 cromos. Isso equivale a aproximadamente 1.046 envelopes e pode levar o custo total a R$ 7.322, com risco de valores ainda maiores em cenários de azar.
Trocas podem reduzir bastante o custo final
O caminho mais eficiente para diminuir o gasto é montar uma rede de trocas com outros colecionadores. Segundo a simulação citada pela reportagem, se dez pessoas comprarem pacotes e trocarem as repetidas entre si, o custo médio por participante pode cair para cerca de R$ 1.600. A redução, próxima de 80%, explica por que encontros em bancas, praças, shoppings e pontos tradicionais de colecionadores continuam sendo parte importante da febre dos álbuns da Copa.
Figurinhas podem valorizar, mas lucro não é garantido
Além da tradição, o álbum também desperta interesse no mercado de colecionáveis. Figurinhas especiais, raras ou de grandes nomes do futebol podem alcançar valores elevados em momentos de alta procura, como ocorreu com cromos de Neymar na Copa de 2022. Ainda assim, a valorização costuma oscilar bastante e depende de raridade, conservação, demanda e compradores dispostos a pagar. Por isso, o álbum pode até gerar retorno em casos específicos, mas não deve ser tratado como investimento garantido.
Fonte: Money Times – https://www.moneytimes.com.br/album-da-copa-do-mundo-figurinhas-quanto-custa-da-para-lucrar-rsgp/

