O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou uma nova onda de bombardeios contra alvos no Irã em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio.
A ofensiva foi anunciada no mesmo fim de semana em que o republicano acompanhou a final da Copa do Mundo de 2026, disputada no domingo, 19 de julho, nos Estados Unidos. Segundo autoridades norte-americanas, a operação teve como justificativa imediata a morte de militares dos EUA em ataques iranianos realizados na região.
Operação ocorre após ataques contra militares norte-americanos
A nova ofensiva foi apresentada pelo governo Trump como uma resposta direta à morte de dois militares norte-americanos atingidos durante um ataque iraniano contra uma base na Jordânia. Outro integrante das Forças Armadas dos Estados Unidos morreu no Iraque durante uma operação relacionada à interceptação de um drone atribuído ao Irã. Trump afirmou que haveria uma punição rápida pelas baixas, enquanto o Pentágono informou que as ações militares buscavam reduzir a capacidade iraniana de lançar novos mísseis e drones contra tropas e instalações dos EUA no Oriente Médio.
Bombardeios atingem estruturas militares e áreas estratégicas
As forças norte-americanas concentraram os ataques em instalações militares, depósitos de armamentos, sistemas de lançamento de mísseis e posições relacionadas à operação de drones. Também foram mencionados alvos próximos a Tabriz e em cidades portuárias iranianas, embora o balanço completo dos danos não tenha sido divulgado imediatamente. A campanha aérea avançou por várias noites consecutivas, ampliando a pressão sobre o governo iraniano e deslocando parte das ações para regiões mais internas do país.
Final da Copa ocorreu em meio à escalada no Oriente Médio
Horas antes das novas repercussões sobre os bombardeios, Trump participou da cerimônia da final da Copa do Mundo, vencida pela Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina. A proximidade temporal entre os dois acontecimentos ganhou destaque nas redes sociais e em diferentes veículos de imprensa. No entanto, não há indicação de que a partida tenha relação com a decisão militar, que estava inserida em uma sequência de ataques e retaliações entre os Estados Unidos e o Irã iniciada dias antes.
Conflito aumenta riscos para o Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz
A intensificação dos ataques elevou o risco de uma expansão regional do conflito. O Irã respondeu com ofensivas contra países do Golfo que mantêm bases ou relações militares com os Estados Unidos, enquanto sistemas de defesa foram acionados no Bahrein e no Kuwait. A tensão também afeta o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte internacional de petróleo, onde a redução do tráfego marítimo e o temor de novos ataques passaram a pressionar os preços da energia e a segurança das operações comerciais.
Fontes: Diário 360, Associated Press, Reuters, Al Jazeera e The Guardian.

