O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, iniciou o mandato sinalizando uma mudança profunda na política de segurança do país.
Entre as primeiras medidas e promessas estão o reforço dos presídios de alta segurança, ações mais duras contra organizações criminosas e uma ofensiva direta contra o narcotráfico. O novo governo também indica que pretende reduzir o espaço destinado às negociações com grupos armados.
Primeiro dia de governo já teve transferência para presídios de segurança máxima
Logo no início do mandato, De la Espriella determinou a transferência de 117 detentos para unidades de segurança máxima em diferentes regiões da Colômbia. A medida foi apresentada como parte de uma nova estratégia para reduzir a capacidade de articulação de lideranças criminosas dentro do sistema penitenciário. O presidente também manifestou disposição para ampliar a infraestrutura carcerária colombiana, incluindo a criação de grandes unidades destinadas a presos considerados de maior risco.
Combate ao narcotráfico passa ao centro da nova política de segurança
Em seu discurso de posse, o novo presidente prometeu enfrentar diretamente o tráfico de drogas, os grupos armados e a produção ilegal de coca. Entre as ações anunciadas ou defendidas pelo governo estão operações contra laboratórios de cocaína, retomada de mecanismos de erradicação de plantações ilícitas e maior participação das forças de segurança em territórios dominados por organizações criminosas. A administração também pretende reativar ordens de captura contra chefes desses grupos e restringir negociações que concedam benefícios fora do sistema judicial tradicional.
Novo governo rompe com parte da estratégia adotada por Gustavo Petro
A política anunciada por De la Espriella representa uma mudança em relação à chamada “Paz Total”, conduzida durante o governo de Gustavo Petro. Enquanto a administração anterior buscou ampliar negociações com guerrilhas e outros grupos armados, o novo presidente afirma que dará prioridade ao submetimento à Justiça e à recuperação do controle estatal sobre regiões afetadas pela criminalidade. A implementação dessas medidas deverá se tornar um dos principais testes políticos e de segurança dos primeiros meses do novo governo colombiano.
Fontes: Cultura UOL, Reuters e El País.

