O governo de Abelardo de la Espriella iniciou os primeiros dias de mandato com uma resposta militar mais intensa contra organizações armadas e estruturas do crime organizado na Colômbia.
Operações recentes envolveram o Exército, a Força Aeroespacial e a Armada Nacional em diferentes regiões do país. A nova gestão sinaliza que segurança e retomada do controle territorial estarão entre os principais eixos de sua política interna.
Operações militares avançam no Meta e em Antioquia
No departamento do Meta, uma operação conjunta do Exército Nacional e da Força Aeroespacial atingiu uma estrutura armada ligada a Iván Mordisco. Entre os mortos estava o homem conhecido como “Ruso” ou “Alemán”, apontado pelas autoridades como liderança da estrutura 28, além de outros três integrantes do grupo. Em Antioquia, outras ações contra o Clan del Golfo resultaram em duas mortes, apreensão de seis fuzis e recolhimento de material utilizado pela organização.
Governo também registra capturas e apreensões
Além das operações de combate, militares da Sétima Divisão e integrantes da Armada Nacional atuaram em Necoclí, também em Antioquia. Quatro pessoas apontadas como integrantes do núcleo financeiro e de narcotráfico da estrutura Gabriel Poveda Ramos, vinculada ao Clan del Golfo, foram capturadas. Segundo as autoridades colombianas, armas, munições e material de inteligência também foram apreendidos durante a ação.
Combates atingem outras regiões do território colombiano
A mobilização das forças de segurança não ficou restrita ao Meta e a Antioquia. No município de El Tambo, no departamento de Cauca, tropas do Exército entraram em combate com grupos armados ligados às antigas FARC. Os confrontos ocorreram em uma região próxima a instalações da Aeronáutica Civil e levaram comunidades locais a buscar proteção enquanto as operações avançavam. O início do novo governo, portanto, já é marcado por ações simultâneas em diferentes pontos do país.
Escalada ocorre após ataques contra forças de segurança
O endurecimento militar também acontece em meio a ataques recentes contra instalações e integrantes da força pública colombiana. Pouco antes da posse de De la Espriella, uma base militar em Planadas, no departamento de Tolima, foi atingida por drones com explosivos. O Exército colombiano atribuiu a ação a uma estrutura ligada às antigas FARC. Neste cenário, o novo governo afirma que pretende ampliar a presença do Estado em áreas disputadas por organizações armadas e manter operações contra grupos envolvidos com narcotráfico, ataques a militares e controle territorial.
Fontes: Caracol Radio, El Espectador e Poder360.

