Montagem jornalística com imagem de Netanyahu gerada por IA à esquerda e frame de vídeo oficial do governo de Israel à direita.

Governo Netanyahu chama críticos de “papagaios” e acusa ONU de “viés sistemático” contra Israel

Antes do discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral das Nações Unidas de 2026, o governo israelense intensificou suas críticas à ONU e à forma como Israel é retratado internacionalmente.

Uma conta oficial ligada ao premiê divulgou um vídeo produzido com inteligência artificial no qual papagaios representam críticos do país e repetem a expressão “Blame Israel”, ou “culpe Israel”. A campanha também direciona o público para uma página que acusa organismos das Nações Unidas de manter um “viés sistemático” contra Israel.

Vídeo com IA transforma críticas a Israel em metáfora com papagaios

A peça divulgada pelo governo israelense mostra aves caracterizadas de maneira a representar diferentes países dentro de um cenário inspirado no plenário da ONU. Os papagaios repetem a frase “culpe Israel”, enquanto o material termina com a mensagem de que repetir uma alegação diversas vezes não a torna verdadeira. Na publicação, o governo apresenta o vídeo como uma crítica à recorrência de acusações dirigidas a Israel em discursos e documentos internacionais, especialmente em relação à guerra em Gaza e à atuação israelense nos territórios palestinos.

Governo israelense fala em “viés sistemático” dentro da ONU

A campanha direciona ainda para uma página mantida por autoridades israelenses que reúne contestações a informações e avaliações produzidas por organismos ligados às Nações Unidas. O governo Netanyahu afirma que determinadas agências teriam difundido informações parciais ou incorretas sobre temas como fome em Gaza, acusações de genocídio e atuação de funcionários da UNRWA. Essas posições representam a versão oficial de Israel e são contestadas por autoridades da ONU, governos estrangeiros e organizações internacionais que têm feito críticas à condução israelense da guerra e à situação humanitária no território palestino.

Netanyahu já havia antecipado defesa de Israel antes de falar na ONU

Antes de seu pronunciamento oficial na Assembleia Geral, Netanyahu afirmou publicamente que viajaria a Nova York para defender a atuação israelense e responder às críticas direcionadas ao país. Em mensagem divulgada antes da viagem, disse que pretendia “dizer a verdade” sobre os soldados de Israel e confrontar acusações feitas contra seu governo. O premiê também criticou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, após este classificá-lo como criminoso de guerra e reiterar acusações de genocídio contra Israel. Mamdani rejeitou as acusações de Netanyahu de que apoiaria o Hamas.

Gaza e a atuação de Israel seguem no centro da pressão diplomática

A iniciativa ocorre em meio a uma Assembleia Geral marcada por novas críticas internacionais à guerra em Gaza e por defesas da criação de um Estado palestino. Líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, Emmanuel Macron e o rei Abdullah II da Jordânia voltaram a questionar aspectos da atuação israelense, enquanto Israel rejeita acusações de genocídio e afirma que suas operações têm como alvo o Hamas, responsabilizando o grupo pelo início da atual fase do conflito após os ataques de 7 de outubro de 2023. O debate permanece marcado por posições profundamente divergentes sobre responsabilidade militar, proteção de civis, segurança de Israel e futuro político dos territórios palestinos.

Fontes: G1, Reuters, CNN Brasil e Ministério das Relações Exteriores de Israel.

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