Imagem fotográfica ultrarrealista gerada por IA mostrando um carro branco sendo abastecido em um posto de combustíveis, com cédulas de real em primeiro plano, simbolizando os custos do abastecimento.

Após reeleição de Lula, petróleo sobe cerca de 11% em reais e aumenta a pressão sobre preços dos combustíveis

O preço do petróleo convertido para reais registrou uma valorização de aproximadamente 11% nesta segunda-feira (26), primeiro dia de negociações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O movimento ocorreu principalmente devido à forte alta do dólar diante da moeda brasileira, mesmo com a cotação internacional do barril de Brent apresentando recuo. A oscilação aumenta a pressão sobre os custos de importação de gasolina e diesel e amplia os desafios para a política nacional de combustíveis. Apesar disso, a valorização não significa que novos reajustes nas bombas já tenham sido anunciados.

Alta do dólar eleva o preço do petróleo convertido para reais

Na sexta-feira (23), o barril de petróleo Brent encerrou o pregão cotado a US$ 116,72, enquanto o dólar comercial fechou a R$ 4,993, conforme dados da Agência Brasil. A combinação representava aproximadamente R$ 583 por barril. Nesta segunda-feira, com o Brent próximo de US$ 115 e a moeda norte-americana chegando a R$ 5,60 durante as negociações, o valor convertido alcançou cerca de R$ 644, uma elevação aproximada de 10,5%. A comparação evidencia o impacto cambial sobre a commodity, embora não represente diretamente o custo final de importação dos combustíveis.

Diesel e gasolina enfrentam pressão nos custos de importação

Segundo informações da Veja, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) já identificava, na semana anterior, uma defasagem de aproximadamente R$ 3,50 por litro entre os preços do diesel nas refinarias da Petrobras e os valores internacionais. Com cerca de um terço do diesel consumido no Brasil proveniente do exterior, a desvalorização do real pode ampliar essa diferença. Caso a pressão persista e seja repassada aos consumidores, os efeitos poderão alcançar o transporte de cargas, os fretes e os preços de produtos e alimentos.

Governo avalia subsídios e cenário para os preços dos combustíveis

A valorização do petróleo em reais ocorre em um período de decisões sobre a continuidade dos mecanismos federais de proteção aos preços. Entre as medidas em discussão estão a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel e o benefício adicional de R$ 1,40 destinado aos importadores. A manutenção desses instrumentos envolve custos para as contas públicas, enquanto sua eventual redução pode aumentar a exposição dos preços internos às oscilações internacionais. A Petrobras e o governo federal acompanham o cenário, mas os impactos finais sobre gasolina e diesel dependerão da evolução do câmbio, das cotações do petróleo e das decisões comerciais e fiscais adotadas nas próximas semanas.

Fontes: Veja, Agência Brasil e Reuters. Informações publicadas entre 23 e 26 de outubro de 2026.

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