A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o novo medicamento Leqembi, indicado para retardar o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer em fase inicial.
Produzido com o anticorpo lecanemabe, o remédio reduz as placas beta-amiloides no cérebro, que estão associadas à doença. A liberação foi publicada no Diário Oficial da União e representa avanço terapêutico importante para quem vive com comprometimento cognitivo leve.
O que é Leqembi
O Leqembi é um medicamento biológico cujo princípio ativo é o anticorpo monoclonal lecanemabe. Essa substância age reduzindo as placas beta-amiloides, proteínas que se acumulam no cérebro e estão relacionadas à perda de funções cognitivas no Alzheimer. O tratamento é administrado por meio de infusões intravenosas periódicas.
Indicação e quem pode usar
O medicamento é indicado para adultos que apresentam diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve ou demência leve causada pela doença de Alzheimer. A Anvisa autorizou o uso especialmente em pacientes com patologias amiloides confirmadas e que não sejam homozigotos para o gene ApoE ε4. Isso porque esse grupo tem maior risco de efeitos adversos.
Como funciona o tratamento
O tratamento com Leqembi envolve infusões intravenosas a cada duas semanas, com monitoramento médico contínuo. O objetivo é retardar o avanço dos sintomas cognitivos, mantendo por mais tempo a autonomia dos pacientes em atividades diárias. O remédio atua diretamente sobre as placas beta-amiloides, um dos principais marcadores da doença.
Evidências científicas
O registro do Leqembi foi concedido com base em estudos clínicos que envolveram milhares de participantes com Alzheimer em estágio inicial. Os dados demonstraram que o medicamento foi capaz de reduzir o acúmulo de placas beta-amiloides em comparação ao placebo e retardar de forma significativa o declínio cognitivo ao longo de meses de acompanhamento.
Riscos e acompanhamento
Apesar dos benefícios, o medicamento pode causar efeitos colaterais, como alterações relacionadas à imagem cerebral, incluindo pequenos inchaços ou micro-hemorragias. Por isso, o acompanhamento médico é essencial durante todo o tratamento. Além disso, pacientes com histórico de hemorragia cerebral ou em uso de anticoagulantes podem ter restrições.
Fontes (Referência das Informações): G1, Agência Brasil, Anvisa.

