A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita realizou ataques aéreos nesta terça-feira (13) contra instalações petrolíferas na região de Al-Sabaha, a oeste de Saná, capital do Iêmen, controlada pelos rebeldes houthis.
A ofensiva ocorreu após as forças sauditas emitirem um alerta para que civis e funcionários deixassem as proximidades da Companhia Iemenita de Petróleo, diante da iminência de uma operação militar. Testemunhas e jornalistas presentes na capital relataram explosões, enquanto veículos ligados aos houthis confirmaram ataques à região. O episódio representa uma nova escalada dos confrontos no Oriente Médio, em meio ao aumento das tensões entre a Arábia Saudita e o movimento apoiado pelo Irã.
Coalizão saudita emite ordem de retirada antes de atacar instalação petrolífera
De acordo com informações divulgadas pela Reuters, pela Agence France-Presse (AFP) e pela Associated Press (AP), a coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciou previamente que realizaria uma operação militar contra a estação central de Al-Sabaha, vinculada à Companhia Iemenita de Petróleo. O porta-voz militar da coalizão, general Turki al-Maliki, divulgou um aviso público orientando os moradores e trabalhadores a se afastarem imediatamente das instalações para preservar sua segurança. As autoridades também divulgaram um mapa identificando a área abrangida pelo alerta. Pouco depois, a emissora Al-Masirah, ligada aos houthis, informou que a instalação havia sido atingida por bombardeios sauditas. Um correspondente da AFP em Saná relatou ter ouvido uma explosão, enquanto moradores também comunicaram a ocorrência de ataques. Até as informações inicialmente divulgadas, não havia confirmação independente sobre o número de vítimas ou a extensão dos danos causados à infraestrutura petrolífera.
Houthis ameaçam responder aos bombardeios com ataques contra a Arábia Saudita
Após o anúncio da operação, representantes militares dos houthis advertiram que novos ataques contra Saná poderiam provocar uma resposta de grande intensidade contra alvos sauditas. O porta-voz do movimento, Yahya Saree, mencionou a possibilidade de retaliações contra Riade, capital da Arábia Saudita, enquanto integrantes do grupo orientaram trabalhadores e moradores a deixarem áreas próximas de instalações da petrolífera Saudi Aramco e de aeroportos sauditas. A escalada ocorre após uma sequência de ataques com mísseis e drones atribuídos aos houthis contra estruturas estratégicas do território saudita, incluindo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. A coalizão liderada pela Arábia Saudita apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente, que enfrenta os houthis em uma guerra prolongada. O movimento rebelde, por sua vez, mantém o controle de Saná e de outras regiões do país, contando com apoio político e militar do Irã, segundo avaliações internacionais.
Conflito no Iêmen amplia preocupações com segurança e abastecimento de petróleo
O ataque contra a instalação petrolífera ocorre em um momento de crescente instabilidade regional, marcado por confrontos envolvendo forças sauditas e os houthis, além de tensões mais amplas entre Estados Unidos e Irã. A localização estratégica do Iêmen, próxima ao estreito de Bab el-Mandeb e às principais rotas marítimas de transporte de petróleo e mercadorias, aumenta a preocupação internacional com possíveis interrupções no comércio e no fornecimento de combustíveis. Autoridades ligadas à Companhia Iemenita de Petróleo afirmaram que os depósitos atingidos estavam vazios e que o abastecimento à população não seria comprometido, informação cuja dimensão ainda depende de verificação independente. O conflito iemenita, intensificado desde 2014 e marcado pela intervenção militar saudita a partir de 2015, já provocou uma grave crise humanitária. A retomada dos ataques contra instalações energéticas e a possibilidade de novas retaliações elevam o risco de agravamento dos confrontos, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos da ofensiva desta terça-feira.
Fontes: Reuters, Agence France-Presse (AFP/UOL Notícias) e Associated Press (AP). Informações publicadas em 13 de outubro de 2026.

