As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 8,1 bilhões em julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (27).
O resultado representa uma alta de 17,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo havia sido de US$ 6,9 bilhões. O desempenho reflete movimentações da balança comercial, dos serviços e das remessas de renda para o exterior. No acumulado de 12 meses, o déficit em transações correntes alcançou US$ 62,9 bilhões, equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto.
Déficit externo cresce 17,4% na comparação anual
O resultado de julho mostra uma ampliação do déficit das contas externas brasileiras em relação ao mesmo mês do ano passado. Entre os componentes que pressionaram o saldo estão os serviços contratados no exterior e os pagamentos relacionados à renda primária, categoria que inclui juros, lucros e dividendos remetidos a investidores estrangeiros. O déficit do setor de serviços ficou em US$ 5,3 bilhões, acima dos US$ 4,8 bilhões registrados em julho de 2025. Já a renda primária apresentou saldo negativo de US$ 9,4 bilhões no mês.
Balança comercial mantém superávit, mas importações avançam
Apesar do resultado negativo das contas externas, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,2 bilhões em julho. As exportações de bens somaram US$ 34,2 bilhões, crescimento de 5,7% na comparação anual. Por outro lado, as importações chegaram a US$ 28,1 bilhões, avanço de 8,1%, ritmo superior ao observado nas vendas externas. O comportamento do comércio internacional é um dos principais componentes do balanço de pagamentos e ajuda a medir a relação econômica do Brasil com outros países.
Investimento estrangeiro supera déficit acumulado em 12 meses
Os investimentos diretos no país registraram entrada líquida de US$ 7,5 bilhões em julho. No acumulado de 12 meses, o volume chegou a US$ 88,4 bilhões, equivalente a 3,50% do PIB, valor superior ao déficit de US$ 62,9 bilhões registrado nas transações correntes no mesmo intervalo. As reservas internacionais, por sua vez, terminaram julho em US$ 369,7 bilhões, com alta de US$ 2,2 bilhões em relação a junho. Os números ajudam a dimensionar a capacidade do país de financiar suas relações econômicas e financeiras com o exterior.
Fonte: Poder360

