A morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Santa Catarina, segue sob investigação da Polícia Civil do estado.
O animal foi atacado e sofreu ferimentos graves, levando à eutanásia em clínica veterinária. A repercussão nacional desencadeou diligências, buscas e uma série de desdobramentos sobre o caso.
O ataque ao cão comunitário
Orelha, um cachorro estimado em aproximadamente dez anos de idade, vivia sob os cuidados informais da comunidade local, sendo considerado um cão comunitário. No início de janeiro, ele foi agredido por um grupo de quatro adolescentes, que o deixaram gravemente ferido na região da Praia Brava. A clínica veterinária responsável concluiu que o animal deveria ser submetido à eutanásia devido à gravidade das lesões.
Investigação policial e operação
A Polícia Civil de Santa Catarina intensificou as apurações após a morte de Orelha e deflagrou uma operação em 26 de janeiro para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços dos suspeitos e de seus familiares. Foram recolhidos celulares e dispositivos eletrônicos para análise, e mais de 72 horas de imagens de câmeras de segurança estão sendo examinadas pelos investigadores.
Coação de testemunhas e indiciamentos
Autoridades estaduais informaram que familiares dos adolescentes podem ter coagido testemunhas, o que gerou um indiciamento por coação no curso do processo. A investigação também identificou adultos ligados aos suspeitos, incluindo dois empresários e um advogado, cujas atividades estão sendo analisadas à luz dos fatos relacionados ao caso de Orelha.
Situação dos suspeitos e medidas legais
Dois dos adolescentes suspeitos estão atualmente nos Estados Unidos em uma viagem planejada, e devem prestar depoimento assim que retornarem ao Brasil. Por serem menores, eles são considerados inimputáveis perante a lei penal comum e podem responder por ato infracional, o que pode resultar em medidas socioeducativas conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Repercussão e lei estadual de proteção
A morte de Orelha provocou comoção da comunidade local e em todo o país, resultando também na aprovação da Lei estadual nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário em Santa Catarina. A norma busca formalizar proteção legal e cuidados estruturados para animais comunitários, incluindo alimentação, abrigo e assistência veterinária.
Fonte (Referência das Informações): Agência Brasil – https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-01/caso-orelha-o-que-se-sabe-sobre-ate-agora-sobre-morte-do-cao-em-sc

