Vista externa do Congresso Nacional, em Brasília, com as torres do Legislativo, cúpulas do Senado e da Câmara, espelho d’água, carros e pedestres em um dia parcialmente ensolarado.

CCJ adia votação da dosimetria após relator restringir redução de penas aos atos de 8 de janeiro

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou, nesta terça-feira, a votação do projeto que trata da dosimetria penal relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A decisão ocorreu após o relator retirar um trecho que poderia ampliar a redução de penas para outros crimes. Com isso, a discussão foi suspensa temporariamente para ajustes no texto.

Relator limita alcance do projeto

O relator da proposta, senador Esperidião Amin, apresentou uma emenda para restringir os efeitos do projeto exclusivamente aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a versão aprovada pela Câmara abria margem para interpretações mais amplas. Dessa forma, o ajuste buscou evitar benefícios penais fora do contexto previsto.

Votação é suspensa na comissão

Entretanto, logo após a apresentação do novo parecer, senadores solicitaram a suspensão da votação na CCJ. A comissão interrompeu a análise por cerca de quatro horas, permitindo maior debate entre os parlamentares. Contudo, a expectativa é que a discussão seja retomada ainda nesta semana.

Mudança tenta evitar retorno à Câmara

Com a alteração, o relator defendeu que a proposta não precise retornar à Câmara dos Deputados. Segundo essa interpretação, a mudança seria considerada um ajuste de redação. Todavia, senadores da oposição criticaram a estratégia, classificando-a como uma manobra regimental.

Críticas e divergências entre senadores

Durante o debate, surgiram críticas sobre a condução do tema dentro da CCJ. Alguns parlamentares afirmaram que o projeto avançou sem resistência suficiente em etapas anteriores. Além disso, houve acusações de acordos políticos paralelos envolvendo outras pautas do Senado.

Próximos passos da proposta

Com isso, a análise da dosimetria penal deve ser retomada após o período de suspensão. Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para votação no plenário do Senado. Entretanto, o tema continua dividindo parlamentares e gerando forte repercussão política.

Fontes: R7 Notícias, CNN Brasil, Exame.

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