Documentos obtidos pela Polícia Federal revelam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, havia fechado acordo de 36 meses com o Banco Master.
O pagamento seria de R$ 3,6 milhões mensais — totalizando R$ 129 milhões, caso cumprido integralmente. A revelação reacende debates sobre conflitos de interesse e proximidade entre o Judiciário e o setor financeiro.
Detalhes do contrato e volume milionário
Segundo cópia do contrato apreendida no celular do dono do Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro, o banco se comprometeu a pagar R$ 3,6 milhões mensais ao escritório Barci de Moraes Advogados, por um período de 36 meses, o que resultaria num total de R$ 129 milhões. O acordo não se restringia a um processo específico, mas previa prestação de “serviços jurídicos gerais” em diferentes demandas da instituição financeira.
Contexto da contratação e envolvimento da família
O escritório pertence a Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e conta também com a atuação de dois dos filhos do casal. Relatos indicam que o banco contratou a banca para representá-lo judicialmente em ações — embora não haja transparência pública sobre quais seriam essas causas nem sobre os valores realmente pagos até o momento.
Implicações políticas e questionamentos sobre conflitos de interesse
O caso reacende críticas e temores de interferência entre o Poder Judiciário e instituições financeiras. Observadores e analistas políticos apontam que contratos de grande monta entre bancos investigados e escritórios ligados a magistrados podem comprometer a percepção de impessoalidade da Justiça, além de levantar dúvidas sobre eventual proximidade entre autoridades e setor privado. A crise do Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, traz esse tipo de discussão ao centro da cena política nacional.
Fontes: documentos da PF; Reportagens da Revista Oeste, Metrópoles, Blog do BG; O Globo (via colunista Malu Gaspar); Portal VV8.

