Ilustração mostra Donald Trump em primeiro plano com porta-aviões dos Estados Unidos no mar do Caribe e caça militar sobrevoando a região durante tensão com a Venezuela.

Crise no Caribe: Trump amplia cerco contra a Venezuela de Maduro

O governo dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre a Venezuela, ampliando um cerco que agora inclui um bloqueio naval sobre navios de petróleo sancionados. A escalada da tensão entre Washington e Caracas acirra um dos conflitos geopolíticos mais graves das últimas décadas na região do Caribe, com repercussões econômicas e diplomáticas amplas.

Pressão militar dos EUA na região

Desde meados de 2025, os Estados Unidos movimentaram uma grande força naval e militar no sul do Caribe. A Casa Branca justificou a ação como combate ao tráfico de drogas e ao crime transnacional. Contudo, críticos veem a mobilização como parte de uma política mais ampla de pressão contra o governo de Nicolás Maduro.

Bloqueio naval e sanções

Em dezembro, o presidente Donald Trump ordenou um bloqueio naval de todos os navios petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela. A medida mira diretamente a principal fonte de receita do país vizinho, o petróleo. Analistas alertam para impactos econômicos no próprio mercado global de petróleo.

Histórico de sanções e reversões

Trump havia revertido, no início do ano, parte da política de seu antecessor em relação à Venezuela. Ele reinstalou sanções ao setor petrolífero e retirou licenças que permitiam negócios entre Caracas e empresas norte-americanas. Essa decisão marcou o início de uma postura mais rígida contra o governo venezuelano.

Tensões diplomáticas e acusações mútuas

O governo venezuelano classificou o bloqueio como uma ameaça grotesca e ilegítima. Caracas também recorreu à Organização das Nações Unidas, denunciando o ato como agressão que viola princípios do direito internacional. A crise produziu reações adversas em fóruns multilaterais.

Reações de aliados internacionais

Países como China manifestaram apoio à Venezuela, acusando os Estados Unidos de “intimidação unilateral”. Beijing reforçou a importância de respeitar a soberania venezuelana. A tensão geopolítica coloca novas pressões sobre a diplomacia global.

Impactos econômicos e futuros cenários

O cerco ameaça reduzir ainda mais as exportações de petróleo da Venezuela, já enfraquecidas por sanções anteriores. Especialistas em energia alertam que a instabilidade eleitoral e econômica poderá gerar novas ondas de inflação e migração na América Latina.

Fonte (Referência das Informações): Metropóles — https://www.metropoles.com/mundo/crise-no-caribe-veja-como-trump-apertou-o-cerco-a-venezuela-de-maduro

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