O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça reforçou o papel da Polícia Federal (PF) na apuração das fraudes do banco Master ao restabelecer o fluxo ordinário de diligências.
A decisão reverte medidas anteriores que restringiam o acesso da PF a provas e perícias. Contudo, a Corte permanece dividida sobre o alcance de autonomia do órgão.
Relatoria é reconfigurada no Supremo
Após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, Mendonça foi sorteado para conduzir o inquérito que investiga supostas irregularidades financeiras no banco. A mudança ocorreu depois de menções ao nome de Toffoli encontradas em dados extraídos pela Polícia Federal, suscitando questionamentos internos.
Retomada do “fluxo ordinário” de investigação
Com sua decisão, Mendonça restabeleceu a rotina normal de perícias, análises e depoimentos no inquérito da PF, autorizando a corporação a acessar integralmente provas sob custódia. A medida substitui a ordem anterior que transferiu a guarda de materiais à Procuradoria-Geral da República.
Limites e preservação de sigilo
O ministro condicionou a atuação plena da PF ao respeito às normas de sigilo e à compartimentação das informações. Isso significa que os policiais devem garantir que dados sensíveis e investigações paralelas não sejam indevidamente expostos. Assim, a Corte tenta equilibrar a autonomia com a proteção de direitos processuais.
Repercussões políticas e judiciais
Comentários de Mendonça sobre o caso indicam que ele considera o inquérito relevante para sua trajetória no Supremo. Seus posicionamentos também foram interpretados em contraste com as restrições aplicadas pelo relator anterior e com críticas internas à atuação da corporação. Além disso, o episódio intensificou o debate sobre independência institucional entre Judiciário e Polícia Federal.
Fonte (Referência das Informações): G1 – https://g1.globo.com/politica/blog/julia-duailibi/post/2026/02/20/caso-master-decisao-de-mendonca-diretor-da-pf.ghtml

