Cédulas de 100 reais, algemas, carro da polícia e símbolo do INSS diante do Palácio do Planalto; imagem gerada por IA.

Devido a ameaças e risco de fuga, PF prende “Careca do INSS” – Suspeito de liderar o esquema fraudulento

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã de sexta-feira (12), Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” – sob suspeita de liderar um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

Acusações apontam para movimentações financeiras incompatíveis com sua renda declarada. Há também uso de empresas intermediárias para desviar valores deduzidos indevidamente de benefícios.

Quem é Antônio Carlos “Careca do INSS” e o que a investigação aponta

Antunes é acusado de atuar como elo entre sindicatos, associações e servidores do INSS para desviar recursos de aposentados e pensionistas. Ele seria sócio de 22 empresas, muitas delas usadas como intermediárias para recolher valores descontados sem autorização, repassando parte para servidores ou empresas ligadas. Além disso, há indícios de que o patrimônio e as transações de Antunes são muito superiores ao que suas rendas justificariam.

Renda, bens e discrepâncias financeiras

De acordo com relatório da PF, o “Careca do INSS” declara renda mensal de cerca de R$ 24.458,23, com patrimônio estimado entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. Mesmo assim, dados apontam que ele adquiriu imóveis, veículos de luxo (BMW, Jaguar, Porsche etc.) e realizou transações de alto valor, além de manter ligações societárias complexas que levantam suspeitas de lavagem de patrimônio e uso de offshores.

Prisão, medidas legais e operações da PF

A operação que levou à prisão de Antunes foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi preso preventivamente, com mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em vários endereços ligados a ele, ao empresário Maurício Camisotti e ao advogado Nelson Willians, que também está sob investigação. Veículos de luxo foram apreendidos, e há ordens de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático contra os envolvidos.

Perspectivas, riscos e o que ainda está por vir

Fontes ligadas ao caso afirmam que risco de fuga, destruição de provas ou ocultação de patrimônio foram considerados para justificar a prisão preventiva de Antunes. A CPMI do INSS aprovou pedidos de quebra de sigilos e de depoimentos de Antunes, Camisotti e demais investigados. Espera-se que haja desdobramentos com o Congresso acompanhando de perto, inclusive com possibilidade de novas prisões ou medidas clausulatórias. Defesas dos presos negam irregularidades, afirmam que as operações são políticas ou que a prisão foi decretada sem base concreta.

Fontes: CNN Brasil e Agência Brasil.

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