Investigações apontam que o empresário Daniel Vorcaro utilizou equipamentos normalmente associados a operações militares para impedir registros aéreos durante eventos privados.
O dispositivo, segundo relatos, tinha como objetivo bloquear drones e impedir imagens dos convidados, que incluiriam autoridades públicas e empresários.
Equipamento militar foi instalado para impedir drones
De acordo com informações reveladas em investigações, Vorcaro teria instalado um bloqueador de drones em sua residência em Trancoso, na Bahia. O dispositivo, conhecido como “jammer”, interfere em sinais de comunicação e pode impedir que aeronaves não tripuladas realizem filmagens ou transmissões. O equipamento é normalmente restrito a forças de segurança ou uso militar.
Objetivo era evitar registros das festas
Segundo apurações, o bloqueador era utilizado para impedir que câmeras aéreas identificassem os frequentadores dos eventos realizados no local. A estratégia buscava garantir privacidade aos convidados e evitar que imagens captadas por drones revelassem a presença de figuras públicas ou parceiros de negócios nas reuniões.
Eventos reuniam autoridades e empresários
Os encontros promovidos pelo empresário teriam reunido políticos, empresários e outros convidados influentes. As investigações indicam que essas reuniões também funcionavam como ambiente de aproximação entre participantes e potenciais parceiros comerciais, além de oportunidades de networking em um ambiente reservado.
Uso do equipamento pode ter violado regras brasileiras
A legislação brasileira estabelece restrições para o uso de dispositivos que interferem em sinais de comunicação ou aeronaves não tripuladas. O bloqueador utilizado nas festas, conforme apontado nas investigações, não teria autorização dos órgãos reguladores responsáveis, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Fontes (Referências das Informações): Revista Oeste; Metrópoles.

