Empresas ligadas a Elon Musk adquiriram cerca de 1.279 unidades da Cybertruck, o equivalente a aproximadamente 18% do estoque disponível da picape elétrica no fim de 2025.
Os dados, divulgados pela Bloomberg e repercutidos pelo G1, indicam que a operação teve impacto direto nos números de vendas da Tesla. Sem essa movimentação, o modelo teria registrado uma queda expressiva de 51% no período.
Compra interna representou parcela relevante do estoque
Segundo levantamento citado pela Bloomberg, as empresas do próprio Elon Musk foram responsáveis por absorver cerca de 18% das Cybertrucks disponíveis no mercado norte-americano ao final de 2025. No total, foram aproximadamente 1.279 unidades adquiridas, número considerado significativo dentro do volume de vendas do modelo. Esse movimento ajudou a sustentar os indicadores da Tesla em um momento de desaceleração.
Sem a operação, queda nas vendas chegaria a 51%
Os dados apontam que, sem essa compra interna, a Cybertruck teria registrado uma retração de cerca de 51% nas vendas. O percentual evidencia a dificuldade de tração do modelo no mercado, mesmo após forte expectativa em torno do lançamento. A diferença entre o desempenho real e o projetado reforça o impacto direto da estratégia adotada pelas empresas ligadas ao bilionário.
Preços variaram entre US$ 59.990 e US$ 79.990
Em fevereiro, a Tesla anunciou versões da Cybertruck com preços a partir de US$ 59.990, valor inferior ao inicialmente praticado. No entanto, o preço de entrada anteriormente divulgado no mercado norte-americano girava em torno de US$ 79.990. Essa variação reflete ajustes comerciais para aumentar a competitividade do modelo diante da demanda abaixo do esperado.
Vendas ainda enfrentam desafios no mercado dos EUA
Apesar da movimentação estratégica, a Cybertruck ainda enfrenta desafios para consolidar sua presença no mercado dos Estados Unidos. Relatórios indicam que, em alguns períodos, foram comercializadas pouco mais de 60 unidades em determinados recortes analisados. O desempenho abaixo do esperado levanta dúvidas sobre a aceitação do modelo e sua capacidade de competir em um segmento cada vez mais disputado.
Fontes: G1; Bloomberg.

