Montagem fotográfica mostra Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping em frente à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Estados Unidos defendem tratado nuclear com Rússia e China na ONU

Os EUA pediram na ONU a negociação de um novo tratado nuclear que inclua Rússia e China.

A proposta foi apresentada em meio a crescentes tensões geopolíticas. Entretanto, chineses rejeitaram a iniciativa, enquanto russos condicionaram qualquer acordo à participação de países europeus.

Proposta apresentada em conferência da ONU

A iniciativa foi apresentada durante a Conferência de Desarmamento das Nações Unidas, principal fórum multilateral voltado ao controle de armamentos. Segundo representantes americanos, o cenário estratégico global mudou de forma significativa nos últimos anos. Além disso, Washington defende que novos acordos precisam refletir a atual distribuição de poder nuclear. Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que tratados existentes já não abrangem todos os países com capacidade nuclear relevante. Contudo, reconheceram que qualquer negociação exige compromissos complexos e longas discussões diplomáticas.

Argumentos defendidos pelos Estados Unidos

Washington sustenta que Rússia e China possuem arsenais capazes de influenciar o equilíbrio estratégico global. Por isso, o governo americano considera essencial ampliar o escopo de futuros tratados. Além disso, autoridades destacaram que a ausência de novos acordos aumenta riscos de instabilidade e erros de cálculo. Segundo diplomatas, um pacto mais abrangente poderia criar regras claras e mecanismos de verificação. Todavia, os Estados Unidos admitem dificuldades para alcançar consenso entre potências com interesses divergentes.

Reação do governo chinês

A China rejeitou formalmente a proposta e afirmou que seu arsenal nuclear é muito inferior ao dos Estados Unidos e da Rússia. De acordo com representantes chineses, o país adota uma política defensiva e não busca paridade estratégica. Portanto, Pequim considera injustificada sua inclusão em tratados pensados para grandes arsenais. Autoridades chinesas também defenderam que Estados com maiores capacidades nucleares assumam responsabilidades proporcionais. Entretanto, não indicaram disposição para participar de negociações no formato sugerido por Washington.

Exigências apresentadas pela Rússia

A Rússia declarou que não aceitará negociações limitadas a três países. Moscou exige que potências nucleares europeias também participem de qualquer novo acordo. Além disso, autoridades russas afirmaram que a segurança estratégica não pode ser discutida de forma seletiva. Segundo o governo russo, excluir aliados dos Estados Unidos distorceria o equilíbrio das negociações. Todavia, Moscou não apresentou uma proposta concreta de modelo alternativo.

Contexto internacional e tensões nucleares

O debate ocorre em um cenário marcado pelo enfraquecimento de acordos históricos de controle de armamentos. Nos últimos anos, tratados importantes foram suspensos ou abandonados. Como resultado, especialistas apontam um aumento da desconfiança entre as principais potências. Além disso, conflitos regionais e disputas estratégicas ampliaram a preocupação com a proliferação nuclear. Contudo, esforços diplomáticos seguem limitados por interesses políticos divergentes.

Impasse diplomático e próximos passos

Apesar das divergências, diplomatas reconhecem a importância de manter canais de diálogo abertos. Todavia, não há expectativa de avanços imediatos nas negociações. O tema deve permanecer em discussão em fóruns multilaterais ao longo do ano.

Fonte (Referência das Informações): G1 – Mundo – https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/06/eua-pedem-tratado-nuclear-com-russia-china-conferencia-desarmamento-nuclear-onu.ghtml

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