Os Estados Unidos anunciaram uma nova força-tarefa militar voltada ao enfrentamento de cartéis de drogas e redes criminosas transnacionais na América Latina e no Caribe.
A iniciativa integra a estratégia de Washington para ampliar a cooperação de segurança e exercer maior pressão sobre organizações que atuam no Hemisfério Ocidental. Segundo informações divulgadas nesta semana, 18 países parceiros participam da estrutura, enquanto o Brasil não integra a coalizão anunciada.
Comando Sul anuncia nova estrutura para atuação regional
O anúncio foi feito pelo general Francis L. Donovan, comandante do U.S. Southern Command (SOUTHCOM), ao lado de outras autoridades militares norte-americanas. Segundo as informações divulgadas, a nova força-tarefa conjunta do Hemisfério Ocidental terá como foco o combate a cartéis de drogas e redes de crime organizado transnacional. A estratégia prevê ampliar a integração entre forças parceiras e utilizar recursos militares, de inteligência, vigilância e coordenação operacional para aumentar a pressão sobre essas organizações.
Estados Unidos intensificam estratégia contra cartéis
A criação da força-tarefa ocorre em meio a uma ampliação da presença e da cooperação militar dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe. Nos últimos meses, Washington reforçou operações voltadas à interrupção de rotas de narcotráfico e ao combate a organizações classificadas pelo governo norte-americano como ameaças à segurança regional. O SOUTHCOM também mantém ações conjuntas com países parceiros para detectar, interromper e desarticular redes ligadas ao narcotráfico, incluindo operações marítimas, aéreas e de compartilhamento de inteligência.
América Latina e Caribe ganham maior peso na estratégia militar dos EUA
A movimentação reforça a importância atribuída pelos Estados Unidos ao Hemisfério Ocidental em sua política de defesa e segurança. Além das ações contra o narcotráfico, o SOUTHCOM vem ampliando treinamentos e exercícios multinacionais na região, como o PANAMAX 2026, realizado no Panamá com a participação de 18 nações parceiras. A nova força-tarefa se insere nesse cenário de maior articulação militar regional, enquanto seus próximos desdobramentos e o alcance operacional das ações deverão ser conhecidos à medida que os países participantes detalharem sua atuação.
Fontes: Correio Braziliense e U.S. Southern Command (SOUTHCOM).

