David Morens, ex-assessor sênior do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), declarou-se culpado em tribunal federal por conspiração para fraudar o governo americano e burlar leis de acesso a registros públicos.
O caso envolve comunicações e documentos relacionados a pesquisas e financiamentos sobre coronavírus durante a pandemia de Covid-19. Segundo promotores federais, Morens utilizou contas pessoais de e-mail e outros meios para evitar que determinadas mensagens fossem alcançadas por pedidos de informação baseados na legislação americana. A sentença está prevista para novembro de 2026.
Acusação surgiu após investigação sobre registros da pandemia
Morens havia sido indiciado em abril de 2026 por acusações relacionadas à ocultação, destruição e manipulação de registros federais. As investigações se concentraram em pedidos de acesso à informação apresentados a partir de 2020, especialmente sobre bolsas de pesquisa envolvendo coronavírus. Segundo o Departamento de Justiça, ele atuou como assessor sênior no gabinete da direção do NIAID entre 2006 e 2022 e teria recorrido a canais privados de comunicação para tratar de assuntos oficiais fora dos sistemas governamentais.
Mensagens envolviam financiamento de pesquisas com coronavírus
De acordo com a acusação e com a confissão apresentada em juízo, parte das comunicações estava relacionada a uma bolsa de pesquisa vinculada à EcoHealth Alliance e a estudos envolvendo coronavírus de morcegos. Os promotores afirmam que Morens discutiu estratégias para tentar restaurar financiamentos suspensos e utilizou seu e-mail pessoal para trocar informações não públicas. O caso ganhou repercussão porque essas pesquisas também passaram a ser examinadas dentro do debate sobre as possíveis origens da Covid-19, embora a ação penal contra Morens trate especificamente de condutas relacionadas à preservação e à ocultação de registros oficiais.
Morens pode receber pena de até cinco anos de prisão
Com a declaração de culpa, Morens poderá receber pena de até cinco anos de prisão, conforme a legislação federal americana, embora a punição efetiva dependa da decisão do juiz e das diretrizes aplicáveis ao caso. A audiência de sentença está marcada para 12 de novembro de 2026. O processo é direcionado às condutas admitidas por Morens e não representa, por si só, uma acusação criminal ou condenação de Anthony Fauci, que não foi denunciado nesse processo específico.
Fontes: Diário 360, Departamento de Justiça dos Estados Unidos e Reuters.

