O ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Rodrigo Pimentel, classificou os confrontos entre policiais e criminosos no RJ como uma “quase guerra civil”.
A declaração foi feita após a megaoperação realizada no Complexo do Alemão e na Penha, que deixou 64 mortos e mais de 80 pessoas presas.
Confrontos intensos e estrutura de guerra
Segundo Pimentel, o cenário visto nas comunidades da zona norte do Rio reflete um conflito urbano de alta complexidade. Ele afirmou que as forças de segurança enfrentam grupos armados com grande poder de fogo, o que exige estratégias militares e planejamento tático semelhantes aos de uma operação de guerra.
Polícia atua diante de resistência armada
De acordo com o ex-capitão, a operação no Alemão e na Penha não pode ser comparada a ações policiais convencionais. O nível de resistência enfrentado pelos agentes é extremo, com criminosos utilizando armamento pesado, granadas e barricadas. “Não se trata de uma simples incursão. É uma operação de guerra”, destacou Pimentel, reforçando que a resposta policial é uma reação ao cenário imposto pelo crime organizado.
Complexo controle territorial
O especialista também observou que o domínio territorial exercido por facções criminosas cria um ambiente de constante tensão. Para ele, o Estado enfrenta uma estrutura paralela que impõe leis próprias e desafia a autoridade pública. O avanço das forças de segurança, portanto, representa uma tentativa de retomar áreas há muito controladas por grupos armados.
Equilíbrio entre segurança e tragédia
Pimentel reconheceu que as consequências das operações são graves e impactam a população local. No entanto, enfatizou que a ausência de enfrentamento poderia resultar em um número ainda maior de vítimas inocentes. “É uma situação triste, mas necessária”, afirmou, ressaltando que o objetivo das forças policiais é proteger vidas e restabelecer a ordem, mesmo diante de um contexto de conflito intenso.
Fonte (Referência das Informações) CNN Brasil – https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/ex-capitao-do-bope-conflito-no-rj-e-quase-uma-guerra-civil/

