Imagem ilustrativa de um crocodilo às margens de um rio em região natural da Austrália, associada a notícia sobre investigação envolvendo vídeos com animais selvagens.

Influenciador americano é investigado na Austrália por vídeos lutando com crocodilos

Autoridades australianas começaram uma investigação contra o influenciador americano Mike Holston, conhecido como “The Real Tarzan”, após ele publicar vídeos em que aparece interagindo de forma perigosa com crocodilos.

As imagens viralizaram nas redes sociais e geraram protestos de grupos de proteção animal e de órgãos ambientais. A ação das autoridades de Queensland aponta para possíveis violações à legislação de proteção da vida selvagem.

Vídeos polêmicos e repercussão internacional

Mike Holston publicou uma série de vídeos em seu perfil onde aparece se aproximando e manipulando crocodilos de água doce e de água salgada em áreas naturais da Austrália. Em um dos registros, ele emerge da água segurando um dos répteis pelo pescoço, com um ferimento visível no cotovelo após o contato com o animal. Os vídeos somam milhões de visualizações e provocaram reação imediata de internautas preocupados com a segurança e bem-estar dos animais e das pessoas envolvidas.

Investigação e implicações legais

O Departamento de Meio Ambiente de Queensland confirmou que está investigando ativamente o conteúdo divulgado por Holston, avaliando possíveis medidas de aplicação da lei. Interferir com crocodilos de água salgada ou de água doce sem autorização pode ser classificado como crime ambiental, com multas que podem chegar a dezenas de milhares de dólares australianos. As autoridades afirmaram que buscam não apenas penalidades, mas também medidas dissuasivas para evitar que comportamentos semelhantes se espalhem entre criadores de conteúdo.

Reações e debate sobre conteúdo perigoso

O caso reacendeu o debate sobre a responsabilidade de influenciadores ao lidar com animais selvagens nas redes sociais. Grupos de defesa dos direitos dos animais criticaram tanto o conteúdo quanto a justificativa do influenciador de que os vídeos teriam caráter “educativo”. Organizações de proteção animal e ambientalistas pedem maior fiscalização e possíveis punições mais severas para criadores que incentivem práticas de risco. A atenção internacional ao caso também levantou questões sobre como legislações locais se aplicam a conteúdos de alcance global nas plataformas digitais.

Fonte: Bacci Notícias com complementos de fontes internacionais.

Veja também