Ilustração fotográfica ultra-realista gerada por IA mostra navios no Estreito de Ormuz, com mar azul e céu claro ao fundo.

Irã afirma que não tolerará prolongamento de bloqueio naval dos Estados Unidos

O Irã elevou o tom contra os Estados Unidos após novas sinalizações sobre a possível continuidade do bloqueio naval contra portos iranianos.

Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo Mojtaba Khamenei, afirmou que Teerã não aceitará a extensão da medida. A declaração ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já provocou milhares de mortes e ampliou a instabilidade no Oriente Médio.

Conselheiro militar diz que Irã responderá se bloqueio continuar

Mohsen Rezaei afirmou, em entrevista televisionada divulgada pela emissora estatal iraniana IRIB, que o Irã responderá caso o bloqueio naval seja mantido. Segundo ele, a medida imposta pelos Estados Unidos não teria alcançado resultados relevantes até o momento. Além disso, Rezaei declarou que o Oceano Índico é amplo e que embarcações iranianas já conseguiram atravessá-lo antes. A fala foi apresentada como uma advertência direta ao governo americano.

Trump avalia prolongar pressão sobre portos iranianos

As declarações ocorreram enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera ampliar o bloqueio aos portos iranianos. A medida faz parte da escalada de pressão contra Teerã no contexto da guerra em curso. Porém, a reação iraniana indica que a continuidade da sanção naval pode aumentar o risco de novos episódios militares. Nesse cenário, o Estreito de Ormuz volta a ocupar posição central na crise regional.

Rezaei tenta conter rumores sobre Mojtaba Khamenei

O conselheiro militar também pediu que a população iraniana não desse atenção a rumores sobre a situação de Mojtaba Khamenei. O novo líder supremo não é visto publicamente há mais de seis semanas, desde que teve sua escolha anunciada. Rezaei afirmou que Khamenei estaria jovem, saudável e conduzindo os assuntos do país. Nos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio disse que Washington tem indicações de que o líder iraniano ainda está vivo, embora questione sua credibilidade interna.

Guerra começou após morte de Ali Khamenei em Teerã

O conflito atual teve início em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel matar Ali Khamenei em Teerã. Outras autoridades importantes do regime iraniano também morreram na ofensiva. Desde então, Washington afirma ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em resposta, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Conflito já deixou milhares de mortos na região

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos ligadas diretamente aos ataques iranianos. A crise também se expandiu para o Líbano, depois que o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em reação à morte de Ali Khamenei. Desde então, Israel realiza ofensivas contra alvos atribuídos ao Hezbollah, e mais de 2.500 pessoas morreram em território libanês.

Fonte: CNN Brasil – Internacional – https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ira-nao-tolerara-a-extensao-do-bloqueio-naval-afirma-conselheiro-militar/

Veja também