A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro.
A pena total aplicada a cada um foi de 76 anos e 3 meses de prisão, em um dos desfechos mais aguardados do caso. A decisão representa um marco no julgamento dos responsáveis políticos pelo crime que chocou o Brasil. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Detalhes da sentença e crimes imputados
Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho, ex-vereador e ex-deputado federal, foram considerados culpados pela morte da parlamentar e de seu motorista. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao STF que ambos agiram em conjunto para ordenar o ataque, motivados por interesses que contrariavam a atuação política de Marielle no município carioca. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Contexto do crime e repercussão nacional
Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos a tiros em 14 de março de 2018, em um episódio que mobilizou autoridades e sociedade civil no Brasil e no exterior. Marielle, então vereadora pelo PSOL, era conhecida por sua defesa de direitos humanos e crítica a abusos de poder, com forte atuação em áreas vulneráveis do Rio de Janeiro. A repercussão internacional do caso aumentou a pressão por respostas da Justiça. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Outros réus e desdobramentos do processo
A decisão do STF também incluiu outras condenações no âmbito do caso. Além dos Brazão, outras figuras acusadas de envolvimento foram condenadas em diferentes graus, incluindo penas que variam conforme a participação e os crimes atribuídos. O julgamento durou anos e contou com provas, delações e análises aprofundadas até chegar à fase final no tribunal superior. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

