Negociações de paz voltam a ser discutidas após impasse em julho
O líder do Hamas, Khalil Al-Hayya, desembarca no Cairo nesta quarta-feira (13) com a missão de reabrir as negociações indiretas com Israel. O último encontro, ocorrido em julho, terminou sem acordo e foi marcado por trocas de acusações sobre o fracasso da proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza.
Prioridade é cessar a guerra e garantir ajuda humanitária
De acordo com Al-Hayya, as conversas com representantes do Egito devem abordar medidas para interromper o conflito, viabilizar o envio de ajuda humanitária e “acabar com o sofrimento” da população palestina em Gaza.
O movimento acontece em meio aos planos do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ampliar o controle militar sobre o território a partir de outubro. A proposta gerou preocupação internacional diante do risco de maior devastação em uma região onde 90% da população está deslocada e o número de mortos já ultrapassa 60 mil.
Críticas internas em Israel
O próprio chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses alertou que a ofensiva planejada pode colocar em perigo os reféns que permanecem vivos e representar alto risco para as tropas. Também há receio de que a medida aumente o deslocamento e as dificuldades para cerca de um milhão de palestinos na região da Cidade de Gaza.
Hamas se diz disposto a abrir mão do governo, mas não das armas
Em declaração à agência Reuters, uma autoridade do Hamas afirmou que o grupo está disposto a deixar a administração de Gaza para um comitê apartidário. No entanto, reforçou que não aceitará entregar seu arsenal antes da criação de um Estado palestino.
Fonte: SBT News

