Montagem fotográfica ultrarrealista do ministro André Mendonça diante do prédio do STF, em Brasília.

Mendonça assume relatoria de ação que pressiona análise de veto ao PL da dosimetria

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator de um pedido que busca obrigar o Congresso a analisar o veto ao chamado PL da dosimetria.

A ação questiona a demora na apreciação do tema pelo Legislativo. O caso envolve diretamente decisões sobre penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Ação questiona omissão na análise do veto

O pedido foi apresentado ao STF por uma associação que representa familiares de envolvidos nos atos de 8 de janeiro. No processo, a entidade argumenta que há omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não pautar a análise do veto presidencial. Segundo a associação, essa inércia compromete o funcionamento regular do processo legislativo e mantém um cenário jurídico mais rigoroso para os condenados.

Projeto previa redução de penas

O PL da dosimetria tinha como objetivo revisar e reduzir penas aplicadas aos envolvidos nos eventos de 2023 em Brasília. No entanto, o texto foi integralmente vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de janeiro. Desde então, o Congresso deveria ter analisado o veto, o que ainda não ocorreu.

Pressão política e articulação no Congresso

Nos bastidores, parlamentares da oposição têm intensificado articulações para destravar a votação. O deputado Nikolas Ferreira chegou a levar familiares de condenados para dialogar com Alcolumbre. Após o encontro, o presidente do Senado indicou que pretende pautar o tema “o mais rápido possível”, diante da pressão crescente.

Decisão pode impactar centenas de famílias

A ação destaca que a manutenção do veto sem análise afeta diretamente centenas de famílias ligadas aos condenados. Além disso, o processo sustenta que a demora pode ter motivação política, especialmente em ano eleitoral. A decisão de Mendonça como relator será determinante para o andamento do caso no STF.

Fonte: Revista Oeste

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