Áudios e mensagens atribuídos à lobista Roberta Luchsinger passaram a repercutir nesta quinta-feira (17) após reportagem apontar que ela se referia a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como “sócio” em diferentes conversas de WhatsApp.
Os registros, segundo o Metrópoles, foram produzidos entre 2023 e 2024 e incluem referências diretas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A divulgação ocorre em meio a investigações que já vinham examinando a relação entre os dois e eventuais interesses econômicos em comum.
Mensagens mostram Luchsinger chamando Lulinha de “sócio”
De acordo com o Metrópoles, Roberta Luchsinger utilizou a expressão “sócio” para se referir a Lulinha em oito registros obtidos pela reportagem. Em um dos trechos divulgados, ela afirma estar “com meu sócio, que é filho do presidente”. Outras mensagens e áudios publicados anteriormente também mostram Luchsinger mencionando Fábio Luís em situações relacionadas à sua rotina e a tratativas de negócios. A CNN Brasil também noticiou mensagens identificadas pela Polícia Federal nas quais a lobista afirmava manter uma “sociedade” com o filho do presidente e dizia que ele deveria “se preservar”.
Relatos contrastam com versão apresentada anteriormente à Polícia Federal
A repercussão do material também ocorre porque Luchsinger havia dado uma versão mais restrita sobre sua relação com Lulinha em depoimento prestado à Polícia Federal. Segundo reportagens recentes, ela negou repasses financeiros ao empresário e descreveu a relação entre ambos como uma amizade. O contraste entre esse relato e o teor das mensagens divulgadas passou a integrar o debate sobre a natureza da relação entre os dois, mas não representa, por si só, comprovação de sociedade empresarial formal ou de prática de crime.
Investigações continuam e há divergências sobre o peso das evidências
A relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger já vinha sendo citada em apurações sobre possíveis negócios e contatos com órgãos públicos. A Folha de S.Paulo relatou investigações envolvendo tentativas de contratos no Ministério da Saúde atribuídas a pessoas ligadas ao grupo, enquanto o UOL informou que outro relatório da própria Polícia Federal considerou “sem lastro probatório” determinadas conclusões feitas em documentos anteriores sobre Lulinha e Luchsinger. Dessa forma, os registros agora divulgados ampliam a repercussão do caso, mas ainda precisam ser analisados dentro do conjunto da investigação e das manifestações das defesas dos envolvidos.
Fontes: Metrópoles, CNN Brasil, Folha de S.Paulo e UOL.

