A cápsula Orion inicia nesta sexta-feira a etapa mais delicada da missão Artemis ao retornar à Terra.
O processo envolve altíssima velocidade, calor extremo e precisão milimétrica na trajetória. O pouso está previsto para o Oceano Pacífico, encerrando a missão com uma sequência rigorosa de eventos programados.
Reentrada começa com aquecimento extremo na atmosfera
Poucos minutos após 20h37, a Orion atinge a chamada “interface de entrada”, momento em que começa a enfrentar o aquecimento intenso da reentrada. Durante esse processo, a compressão violenta das moléculas de ar pode elevar a temperatura externa da cápsula a mais de 2.760 graus Celsius, o equivalente a cerca de 5.000 graus Fahrenheit.
Fase crítica ocorre ao entrar em camadas densas
Na sequência, por volta das 20h53, a cápsula penetra nas camadas mais densas da atmosfera terrestre. Esse é considerado um dos momentos mais sensíveis da operação. Qualquer erro no ângulo de entrada pode causar superaquecimento ou até o ricochete da nave de volta ao espaço.
Escudo térmico passa por teste decisivo
O escudo térmico da Orion é projetado para suportar temperaturas extremas e dissipar o calor gerado durante a reentrada. Após apresentar desgaste acima do esperado na missão Artemis I, o sistema recebeu ajustes técnicos. Agora, ele será novamente colocado à prova em condições reais.
Sequência de eventos leva ao pouso no Pacífico
Após atravessar a atmosfera, a cápsula desacelera progressivamente até o momento do pouso. A aterrissagem na água está prevista para ocorrer às 21h07, no Oceano Pacífico. Equipes especializadas aguardam na região para realizar a recuperação da cápsula e concluir a operação.
Missão será seguida por coletiva oficial da NASA
Depois do pouso, a NASA programou uma coletiva de imprensa para atualizar os resultados da missão. O pronunciamento está previsto para as 23h30 no Centro Espacial Johnson, em Houston. A expectativa é confirmar o desempenho da Orion e os próximos passos do programa Artemis.
Fonte: CNN Brasil

