Vista aérea de Teerã com Ali Khamenei e lenço de luto em montagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Número de mortos em protestos no Irã supera 3.400, dizem organizações internacionais

Organizações que acompanham a repressão em curso no Irã afirmam que o total de mortos nos protestos contra o regime já ultrapassou 3.400 pessoas.

A estimativa surge em meio a fortes divergências sobre cifras reais, bloqueio de comunicações e denúncias de violência sistemática pelas forças de segurança. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu reação caso novas mortes sejam confirmadas.

Divergências nos números e desafios de verificação

Grupos de defesa dos direitos humanos, como a ONG norueguesa mencionada na matéria original, dependem de relatos locais e hospitais para compilar dados sobre vítimas fatais. Outras entidades que monitoram o Irã também estimam que milhares de manifestantes podem ter sido mortos desde o início das manifestações no fim de dezembro de 2025. Entretanto, os números variam consideravelmente, principalmente devido ao blackout de internet imposto pelo governo iraniano, que dificulta a verificação independente. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

Protestos se espalham por todo o país

As manifestações começaram em 28 de dezembro em resposta à crise econômica, à inflação elevada e à deterioração das condições de vida no país. Rapidamente, elas se transformaram em um movimento mais amplo contra a liderança teocrática de Ali Khamenei, abrangendo dezenas de cidades e todas as 31 províncias do Irã. Milhares de pessoas saíram às ruas em diversas regiões, exigindo mudanças políticas profundas.

Resposta das forças de segurança

As autoridades iranianas reagiram com força crescente às manifestações, usando armamentos letais contra multidões em várias cidades. Vídeos e relatos locais indicam que atiradores, policiais e unidades de elite abriram fogo contra manifestantes, resultando em incontáveis feridos e mortos. Além disso, as forças de segurança realizaram prisões em massa e tentaram restringir o acesso à informação por meio de cortes de internet.

Impacto internacional e críticas

A escalada da violência gerou forte condenação internacional. Relatórios recentes de agências das Nações Unidas manifestaram choque diante da repressão, pedindo que as autoridades iranianas cessem o uso de força mortal contra civis pacíficos. Muitos governos ocidentais pressionam por investigações independentes e responsabilização dos responsáveis pelos excessos, qualificando as ações das forças de segurança como violações graves de direitos humanos.

Reações dos Estados Unidos

O presidente Donald Trump vem adotando um tom firme diante da crise. Em declarações recentes, ele afirmou que “ajuda está a caminho” para os manifestantes e que novas medidas poderão ser adotadas caso a repressão continue e mais mortes sejam confirmadas. Além disso, sua administração já impôs tarifas sobre países que mantêm relações comerciais com o Irã, em meio a tensões diplomáticas crescentes entre Washington e Teerã.

Humanitarismo, prisões e perspectivas

Enquanto isso, grupos humanitários alertam para condições cada vez mais graves dentro do Irã, com hospitais lotados e milhares de detidos sob custódia. Organizações de direitos humanos estimam que mais de 18.000 manifestantes foram presos em diferentes cidades, intensificando preocupações sobre tortura, detenções arbitrárias e execuções summárias. A situação continua fluida, com impactos sociais e políticos de longo alcance.

Fonte (Referência das Informações): G1 – https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/14/sobe-numero-mortos-protestos-ira-diz-ong.ghtml

Veja também