Testes recentes das Forças Armadas dos Estados Unidos reacenderam o debate sobre as chamadas armas de energia dirigida.
Esses sistemas utilizam feixes concentrados de energia para neutralizar alvos sem disparar munição convencional. Embora pareçam tecnologia de ficção científica, eles já estão em fase operacional. Além disso, vídeos virais passaram a circular com versões exageradas desse conceito. Contudo, existe uma base real por trás dessa tecnologia, que vem sendo desenvolvida oficialmente por Exército e Marinha norte-americanos.
1. O que são armas de energia dirigida
Armas de energia dirigida são sistemas que utilizam energia concentrada para atingir alvos sem uso de projéteis tradicionais. Elas convertem energia elétrica ou química em feixes direcionados capazes de causar danos físicos ou eletrônicos. Com isso, o impacto ocorre de forma imediata e extremamente precisa. Diferentemente de mísseis e balas, esses sistemas não dependem de munição convencional para funcionar.
2. Os dois tipos reais: laser e micro-ondas
Atualmente, os Estados Unidos desenvolvem dois principais tipos de armas de energia dirigida. O primeiro utiliza laser de alta energia, capaz de aquecer superfícies e comprometer estruturas e sensores. O segundo emprega micro-ondas de alta potência, projetadas para inutilizar equipamentos eletrônicos. Além disso, essas micro-ondas podem desativar drones e sistemas de comunicação sem causar explosões visíveis.
3. O que já foi testado de verdade pela Marinha e pelo Exército
A Marinha norte-americana já testou lasers de alta energia instalados em navios de guerra. Esses sistemas foram projetados para neutralizar drones e embarcações leves com precisão extrema. O Exército também realizou testes em sistemas de defesa aérea baseados em laser. Com isso, passou a integrar essa tecnologia a conceitos de proteção de curto alcance.
4. Por que vídeos virais confundem o público
Na internet, muitos conteúdos mostram “tiros azuis” atravessando prédios e derrubando estruturas após alguns segundos. Entretanto, esses vídeos não representam os sistemas reais em desenvolvimento. Armas oficiais de energia dirigida não produzem projéteis luminosos visíveis como em filmes. Por isso, esse tipo de material costuma ser gerado por computação gráfica ou inteligência artificial.
5. O detalhe que mais impressiona especialistas
O aspecto mais impactante dessas armas não é o brilho ou o efeito visual. O que realmente chama atenção é o custo por disparo, que pode ser dezenas de vezes menor que o de mísseis convencionais. Além disso, o sistema pode disparar continuamente enquanto houver energia disponível. Com isso, o conceito de defesa aérea pode ser completamente transformado nos próximos anos.
Fontes (Referências das Informações): U.S. Navy – Office of Naval Research / Navy Times / Congressional Research Service

