A GOUP Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, negou ter recebido recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em nota, a empresa afirmou que não há “um único centavo” do empresário, do banco ou de empresas sob seu controle no financiamento do longa. A manifestação ocorre após a repercussão de reportagens sobre supostas tratativas envolvendo o projeto cinematográfico.
Produtora nega repasse de Vorcaro
A empresa afirmou que o filme foi estruturado com recursos privados e investidores ligados ao mercado audiovisual. Segundo a produtora, entre os financiadores do longa não consta qualquer valor proveniente de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de companhias ligadas ao empresário. A nota buscou afastar a associação direta entre a produção e os fatos investigados em outras frentes.
Comunicado cita regras de confidencialidade
No comunicado, a GOUP Entertainment declarou que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas no setor audiovisual limita a divulgação da identidade de investidores. A produtora informou que parte dos aportes estaria protegida por acordos de confidencialidade, conhecidos como NDAs. Ainda assim, a empresa disse que a restrição não impede a negativa específica sobre a origem atribuída a Vorcaro.
Dark Horse é filme sobre Jair Bolsonaro
O longa Dark Horse é uma produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto ganhou repercussão nacional por envolver nomes conhecidos da política e do entretenimento. Além disso, o filme passou a ser citado em reportagens sobre supostas negociações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Reportagens apontaram suposta negociação milionária
As informações que deram origem à controvérsia indicaram uma suposta negociação de valores milionários para financiar o projeto. Segundo reportagens publicadas sobre o caso, documentos e mensagens mencionariam tratativas relacionadas ao longa. A produtora, porém, sustenta que conversas, apresentações de projeto ou negociações com potenciais apoiadores não comprovam investimento efetivo.
Empresa afirma que não houve dinheiro público
A GOUP Entertainment também declarou que o filme foi desenvolvido dentro de um modelo privado de produção audiovisual. Conforme a nota, o projeto não utilizou recursos públicos, nem mecanismos oficiais de incentivo cultural. A produtora afirmou que a estrutura financeira do longa ocorreu por meio de parcerias e instrumentos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional.
Flávio Bolsonaro também se manifestou
O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em nota, que a situação envolvia a busca por patrocínio privado para um filme privado sobre a história de seu pai. Ele declarou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024 e negou uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Segundo Flávio, o contato teria sido retomado em razão de atraso em parcelas de patrocínio necessárias à conclusão da produção.
Produtora diz estar à disposição das autoridades
Ao final do comunicado, a GOUP Entertainment repudiou tentativas de vincular o filme a fatos externos sem comprovação documental, financeira ou contratual. A empresa também informou que permanece à disposição das autoridades e da imprensa para prestar esclarecimentos. O caso segue com repercussão política, jurídica e midiática, em meio às apurações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Fontes: G1, CNN Brasil.

