Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial mostra Donald Trump diante de um mapa-múndi em alta definição, com a bandeira dos Estados Unidos ao fundo, simbolizando tensões geopolíticas globais.

Quais países podem entrar na mira de Trump após ação na Venezuela

Após a polêmica operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano, Donald Trump voltou a fazer considerações polêmicas e citou outros países que podem enfrentar pressões ou confrontos diplomáticos e estratégicos no cenário global.

Estados vizinhos e territórios de importância geopolítica surgem como possíveis focos na nova fase da política externa norte-americana.

Groenlândia: interesse estratégico e tensão com aliados

A Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca, tem sido mencionada por Trump como área de importância central para a segurança dos Estados Unidos. Especialmente diante de movimentos estratégicos de potências como China e Rússia no Ártico. A ideia de maior controle norte-americano sobre a ilha gerou forte reação de líderes dinamarqueses e groelandeses, que defendem a soberania e a legislação internacional diante de qualquer proposta de intervenção ou anexação.

Colômbia: rivalidade e acusações sobre narcotráfico

Poucas horas após justificar a ação na Venezuela, Trump intensificou críticas ao governo colombiano, acusando o presidente Gustavo Petro de permitir que o país se torne uma base de produção e tráfico de cocaína em direção aos EUA. O tom das declarações sugeriu que Washington poderia considerar medidas severas caso avaliadas como necessárias, aprofundando uma relação já marcada por divergências políticas e disputas em torno do combate às drogas.

Irã: rivalidade antiga e avisos sobre repressão interna

Embora distante geograficamente do contexto latino-americano, o Irã também figura entre os países citados por Trump em discursos recentes. O líder norte-americano advertiu Teerã sobre possíveis retaliações caso as forças de segurança iranianas aumentem a repressão a protestos internos. Isso reforça a longa história de tensões entre os dois países impulsionada por disputas nucleares e rivalidades regionais.

México: fronteira, cartéis e cooperação cautelosa

A relação entre Estados Unidos e México tem sido pautada há anos por temas como imigração e combate ao tráfico de drogas. Trump voltou a criticar o governo mexicano, afirmando que os cartéis continuam fortalecidos e que medidas drásticas podem ser consideradas. Autoridades mexicanas, por sua vez, rejeitam qualquer intervenção militar em seu território, destacando cooperação diplomática e policiamento conjunto como caminhos preferenciais para enfrentar desafios bilaterais.

Cuba: proximidade geográfica e fragilidade econômica

Cuba, historicamente alvo de sanções econômicas dos Estados Unidos, foi caracterizada por Trump como um regime potencialmente vulnerável após o colapso das relações com a Venezuela. Com importante dependência de petróleo venezuelano no passado, a ilha caribenha enfrenta uma crise econômica que pode intensificar o foco de Washington em suas lideranças, ainda que o presidente americano tenha dito que não vê necessidade de ação militar imediata.

Outros riscos e cenário regional

Além dos países citados individualmente, analistas internacionais observam que a política externa agressiva de Trump pode redefinir relações hemisféricas e globais. Especialmente ao evocar princípios clássicos de supremacia geopolítica. A combinação de pressões diplomáticas, possíveis sanções ampliadas e retórica beligerante preocupa governos e organismos multilaterais. Isso acende o debate sobre o que deve ser respeitado como direito internacional e o que pode ser passível de intervenção.

Fonte (Referência das Informações): G1 — *Quais países podem estar na mira de Trump depois da Venezuela*

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