O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano não pagará pela reconstrução do Irã, apesar de o acordo de paz entre os dois países prever um plano bilionário para recuperar a economia iraniana.
O documento, divulgado por Washington e Teerã, reúne 14 pontos e estabelece novas etapas de negociação para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Acordo prevê fim dos confrontos e nova rodada diplomática
O memorando assinado por Estados Unidos e Irã prevê o encerramento imediato das operações militares entre os dois países e seus aliados, inclusive no Líbano. Além disso, o texto estabelece que Washington e Teerã deverão negociar um acordo definitivo em até 60 dias, com possibilidade de prorrogação caso as duas partes concordem. A proposta busca transformar o cessar-fogo em um pacto mais amplo, envolvendo segurança regional, soberania e compromissos diplomáticos.
Trump nega uso de dinheiro americano na reconstrução
Um dos pontos de maior repercussão envolve a previsão de um plano de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã, estimado em pelo menos US$ 300 bilhões. Questionado sobre o tema, Trump afirmou que os Estados Unidos não arcarão com esses custos. Segundo a interpretação apresentada pelo governo norte-americano, os recursos não sairiam dos cofres americanos, embora o acordo mencione a participação de parceiros regionais e mecanismos financeiros a serem definidos nas próximas negociações.
Estreito de Hormuz entra no centro das tratativas
O acordo também trata da reabertura do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Pelo texto, os Estados Unidos devem iniciar a retirada do bloqueio naval, enquanto o Irã se compromete a retomar a passagem segura de embarcações comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã. A normalização do tráfego marítimo dependerá da remoção de obstáculos técnicos e militares, incluindo minas e barreiras instaladas durante o conflito.
Sanções, petróleo e ativos bloqueados estão no pacote
Outro eixo importante do documento envolve sanções econômicas, exportações de petróleo e recursos iranianos congelados no exterior. O acordo prevê que os Estados Unidos discutam a suspensão de restrições contra Teerã, incluindo medidas ligadas ao setor financeiro, ao comércio de petróleo e às operações de transporte e seguro. Também está prevista a liberação gradual de fundos e ativos bloqueados, conforme o avanço das negociações e a implementação dos compromissos assumidos pelas partes.
Programa nuclear segue como ponto mais sensível
A questão nuclear permanece como um dos temas centrais do acordo. O Irã reafirma que não pretende desenvolver armas nucleares, enquanto Estados Unidos e Teerã se comprometem a discutir o destino do material enriquecido já armazenado. Até que um pacto definitivo seja fechado, a previsão é de manutenção do status atual do programa nuclear iraniano, sem novas sanções americanas ou ampliação da presença militar dos EUA na região.
Fonte: G1 – https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/18/trump-diz-que-eua-nao-pagarao-por-reconstrucao-do-ira.ghtml

