Montagem jornalística em IA mostra Luiz Fux de toga ao lado de um martelo, diante da fachada do Supremo Tribunal Federal.

Voto de Luiz Fux pede anulação do processo contra Bolsonaro e acirra debate no STF

Em um movimento que surpreendeu até analistas experientes, o ministro Luiz Fux votou pela anulação integral do processo contra Jair Bolsonaro e outros sete réus.

Ao sustentar que o STF não tem competência para julgar o caso, o ministro elucida em que se apoia para tal voto. O gesto redesenhou o tabuleiro jurídico e político do país e incendiou a repercussão nas redes e na imprensa.

O que Fux disse — “incompetência do STF” e nulidade total

No voto, Fux abriu a análise enfrentando a questão preliminar: nenhum dos réus tem foro por prerrogativa de função, logo a ação penal deveria correr em instâncias inferiores. Por isso, defendeu a nulidade de todo o processo. Além disso, indicou que, se o tema chegasse ao Supremo, a matéria caberia ao plenário (e não a uma turma), dado o alcance dos fatos.

Contexto do julgamento — placar e divergências expostas

A Primeira Turma retomou o julgamento hoje com 2 a 0 pela condenação (votos de Alexandre de Moraes e Flávio Dino) e aguardava o posicionamento de Fux. A divergência dele não encerra o caso, mas abre uma fissura interpretativa relevante, enquanto o colegiado segue para formar maioria.

Base jurídica e caminho processual

Segundo Fux, a “incompetência absoluta” do STF para julgar quem não detém foro torna nulos os atos praticados até aqui. A linha argumentativa cria terreno para recursos e questionamentos futuros sobre o rito — inclusive a discussão de competência e juízo natural do caso.

Repercussão no Brasil e lá fora

A posição de Fux repercutiu imediatamente em veículos nacionais e internacionais, que destacaram a quebra de alinhamento dentro do colegiado e o potencial impacto do voto na estratégia de defesa de Bolsonaro. A cobertura internacional sublinhou a leitura de que o Supremo “poderia não ter jurisdição” para o caso.

O que pode acontecer agora

Mesmo com a divergência, analistas avaliam que o resultado final ainda dependerá da formação de maioria na turma. Se prevalecer a tese de Fux, o processo seria anulado e remetido a instâncias competentes; se não, a turma pode condenar ou absolver os réus, com posterior batalha recursal no próprio STF.

Fontes principais: Reuters, CNN Brasil, Agência Brasil, Poder360, CartaCapital.

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