Ilustração fotográfica gerada por IA mostra mesa de negociação com bandeiras dos Estados Unidos e do Irã e documento ao centro.

Irã envia proposta revisada aos EUA para tentar encerrar guerra, diz fonte

O Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta revisada para tentar pôr fim à guerra no Oriente Médio.

O documento foi repassado por meio da mediação do Paquistão, segundo uma fonte paquistanesa ouvida pela Reuters.

Mediação do Paquistão tenta destravar negociação

O Paquistão compartilhou com Washington uma nova versão da proposta iraniana nesta segunda-feira (18). A movimentação ocorre em meio a um cenário de impasse diplomático, com as negociações de paz aparentemente paralisadas. Segundo a fonte paquistanesa, há preocupação com o avanço do tempo e com a instabilidade das exigências. A avaliação é que Estados Unidos e Irã seguem alterando seus objetivos durante as conversas.

Trump rejeitou proposta anterior de Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a versão anterior apresentada por Teerã. Em publicação na Truth Social, ele classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”. A recusa aumentou a tensão em torno das tratativas. Além disso, indicou que Washington ainda considera insuficientes as garantias apresentadas pelo governo iraniano para encerrar o conflito.

Documento cobra fim da guerra e alívio nas sanções

A proposta anterior do Irã exigia o encerramento total da guerra e garantias contra novos ataques ao país. O texto também previa a suspensão de sanções ligadas à venda de petróleo iraniano por 30 dias. Segundo informações atribuídas à agência estatal Tasnim, Teerã pediu a revogação de medidas da Ofac, órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Essas sanções afetam diretamente operações internacionais envolvendo petróleo do Irã. O documento ainda cobrava indenização dos Estados Unidos pelos danos causados durante a guerra. Outro ponto sensível era o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.

Estreito de Ormuz volta ao centro da tensão

O Estreito de Ormuz voltou a aparecer como peça central da disputa geopolítica. A passagem marítima é estratégica para o comércio global de energia e para a segurança regional. Um alto oficial militar iraniano alertou países que apoiam sanções contra Teerã. Segundo a mídia estatal iraniana, esses países poderão enfrentar problemas quando seus navios passarem pelo estreito. A declaração foi atribuída ao brigadeiro-general Amir Akraminia, porta-voz do Exército iraniano. A fala amplia a pressão sobre países alinhados aos Estados Unidos na aplicação de restrições econômicas.

Guerra já deixou milhares de mortos na região

O conflito envolve Estados Unidos, Israel e Irã, com reflexos em diferentes países do Oriente Médio. A guerra começou em 28 de fevereiro, após uma ofensiva coordenada contra Teerã. Autoridades do alto escalão iraniano foram mortas desde o início dos ataques. Os Estados Unidos também afirmam ter atingido sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos militares. Em resposta, o regime iraniano realizou ataques contra interesses dos Estados Unidos e de Israel em países da região. Entre eles estão Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos ligadas diretamente aos ataques iranianos. O conflito também alcançou o Líbano, com envolvimento do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã. Desde então, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra alvos atribuídos ao grupo no país vizinho. Mais de 2.800 pessoas morreram no território libanês, segundo os dados citados na reportagem. Diante desse cenário, a nova proposta iraniana surge como tentativa de reabrir uma saída diplomática.

Fonte: CNN Brasil, com informações da Reuters.

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